AT divulga: Taxa média de IRS dos contribuintes baixa para

O percentual estava em 13,05% em 2022, diminuiu para 12,85% em 2023 e passou para 11,65% no ano seguinte, segundo os quadros do “dossier estatístico de IRS 2022-2024” divulgado pela Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) no seu site. A taxa efetiva de IRS corresponde à relação entre o IRS liquidado (o valor pago ao Estado de imposto) e a totalidade dos rendimentos dos contribuintes (a soma do rendimento englobado mais o rendimento que é sujeito a taxas especiais de IRS). Ao todo, em relação ao IR de 2024, a Receita Federal recebeu declarações de renda de 6,2 milhões de famílias (6.204.542), mas, desse universo, apenas 3,4 milhões de famílias foram chamadas a pagar IR sobre os rendimentos, 55,3% do total. De todos que entregaram declaração de imposto de renda, 3,77 milhões de domicílios corresponderam a contribuintes solteiros e 2,43 milhões a contribuintes casados ou companheiros. Entre estes últimos, uma maioria de 2,2 milhões de famílias entregou a declaração pelo regime de tributação conjunta, enquanto 213,1 mil optaram por fazê-lo pelo regime de tributação separada. Os dados das Finanças também permitem verificar que o IRS cobrado pelo Estado correspondeu em 2024 a 17.303 milhões de euros (imposto liquidado). A alíquota efetiva do IRPF em 2024 foi de 11,04% para contribuintes solteiros e 12,09% para contribuintes casados ou que vivem em união estável. Desse último universo, a alíquota foi de 14,10% para quem optou pelo regime de tributação separada e de 11,98% para quem decidiu pelo regime de tributação conjunta. Lisboa, Setúbal, Porto, Coimbra e Faro foram os distritos com as maiores taxas efetivas de IRS, o que decorre da circunstância de o nível de rendimento dos contribuintes ser maior nessas cinco áreas. No caso dos rendimentos de trabalho dependente, a alíquota efetiva do IR foi de 8,93%, enquanto sobre as aposentadorias a média ficou em 7,14%, sobre os rendimentos empresariais e profissionais foi de 10,69% e sobre imóveis foi de 10,86%. Dos 3.431.128 de agregados familiares que pagaram IRS ao Estado, 1.391.172 declararam rendimentos do trabalho dependente (quem trabalha por conta de outrem para uma empresa, para uma serviço público ou para uma IPSS, por exemplo), 447.449 têm origem em rendimentos de pensões, 150.471 decorrem simultaneamente de rendimentos do trabalho dependentes e de pensões, 103.744 advêm de rendimentos empresariais e profissionais (onde se inclui quem trabalha a recibos verdes) e 86.790 de rendimentos prediais. Os rendimentos do trabalho dependente representaram 26,67% do IRS liquidado de 2024, as pensões valeram 8,18%, os rendimentos de trabalho dependente e pensões 3,60%, os rendimentos empresariais e profissionais 1,49%, e os rendimentos prediais 1,04%. Leia Também: Vai ter que pagar IR? Você pode fazer em parcelas (explicamos como)



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