Auchan garante respeitar todos os dias de férias dos

Auchan garante respeitar todos os dias de férias dos

A posição da empresa surge após o PCP ter referido, numa pergunta enviada, através do Parlamento, à ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho, ter tido conhecimento de que os trabalhadores do grupo Auchan, por terem aderido à greve geral, “viram retirado o direito à majoração de férias, como se de absentismo se tratasse”. “O PCP considera que esta prática configura uma grave violação de um direito constitucional e legal, como consequências punitivas para a empresa, devendo para tanto serem tomadas as respectivas medidas para reposição da majoração de férias, o que é da mais elementar justiça”, pode ler-se numa pergunta assinada pelo deputado comunista Alfredo Maia. A Auchan diz, em esclarecimento enviado à Lusa, que “concede três dias de férias adicionais aos seus colaboradores e que estes são um benefício extra, que se soma aos dias de férias obrigatórios por lei, sendo o seu propósito recompensar a assiduidade e o compromisso”. “A Auchan ressalta que todos os dias de férias legalmente previstos, bem como as faltas legalmente justificadas, são sempre garantidos e respeitados integralmente, sem qualquer penalidade ou condicionamento, conforme CLT”, frisou. E garantiu ainda que “as regras associadas a esse benefício adicional, bem como a aplicação de suas condições, em especial no que diz respeito a faltas de qualquer natureza, é feita com total clareza e transparência, mantendo o compromisso habitual com o bem-estar e a valorização de todos os colaboradores”. Na pergunta ao Governo, os comunistas questionaram ainda sobre como o executivo pretende “assegurar o respeito pelos direitos dos trabalhadores constitucionalmente consagrados” e como quer “impedir o desrespeito por direitos previstos na CRP e violações ao Legislação Portuguesa, em particular o direito à greve”. O PCP também perguntou ao ministro do Trabalho que medidas estão sendo tomadas para que o executivo e a Autoridade para as Condições no Trabalho (ACT) “respeitem e ajam em conformidade com os direitos dos trabalhadores”. “Quais diligências o Governo pretende realizar para impedir que esta e outras empresas continuem atuando impunemente diante do legítimo exercício do direito de greve e de participação em reuniões sindicais e de trabalhadores?”, questionou ainda o partido. Leia Também: FC Porto SAD com lucro de 1,9 milhão no primeiro semestre de 2025/26

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