Aumentar resiliência da rede? “Vem com um custo” e pode

Aumentar resiliência da rede? "Vem com um custo" e pode

Miguel Stilwell d’Andrade, que falou na ‘conference call’ sobre os resultados trimestrais da EDP, respondeu a uma questão sobre o estudo que está a decorrer acerca desta matéria, lembrando que, após as tempestades, houve um debate sobre se devem, por exemplo, ser enterradas linhas para aumentar a resiliência. “O que eu posso dizer é que a tempestade Kristin foi excepcional”, salientou, apontando que a infraestrutura já existe nos locais “há décadas” e tem “enfrentado mau tempo” sem este tipo de consequências. Segundo o CEO da EDP, há casos em que pode fazer sentido enterrar as linhas, mas em outros não. “Há outras formas de aumentar a resiliência que não apenas enterrar linhas”, indicou, apontando soluções como redundâncias ou outros tipos de tecnologias. “É preciso uma boa análise de custo benefício, porque se queremos aumentar a resiliência isso vem com um custo”, ressaltou. “É preciso ter isso sob controle para que os consumidores não acabem tendo que arcar com os custos”, destacou, indicando que os resultados desses estudos devem ser conhecidos até o fim deste ano. Durante a apresentação dos resultados aos analistas a EDP apontou um impacto no investimento de cerca de 20 milhões de euros na reconstrução de infraestrutura devido às tempestades. No total, nas redes da Península Ibérica, o investimento (Capex) da EDP aumentou 40% no primeiro trimestre, para 164 milhões de euros, em termos anuais, segundo dados revelados pela EDP. A EDP ainda espera um aumento do investimento na Península Ibérica, mas depende das conclusões do estudo. A empresa também elevou as metas para este ano, apontando para um EBITDA recorrente (lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização) de 5,2 bilhões de euros, um aumento de 5% em relação à estimativa anterior, e lucros de perto de 1,3 bilhão de euros. O lucro da EDP caiu 12% no primeiro trimestre do ano, para 378 milhões de euros, variação que é justificada principalmente pela redução nos preços de venda de eletricidade em Portugal e Espanha. O lucro líquido recorrente até março caiu 9% na comparação anual, para 399 milhões de euros, segundo comunicado enviado nesta quarta-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). “Essa variação em relação ao mesmo período do ano passado reflete principalmente a redução observada nos preços de venda de eletricidade em Portugal e Espanha”, explica a empresa. Até março, o EBITDA caiu 3%, para 1.376 milhões de euros. Os custos operacionais líquidos apresentaram uma redução de 3% em termos recorrentes, refletindo o foco contínuo na eficiência operacional, enquanto os custos financeiros líquidos aumentaram 7%, impactados pelo aumento do custo médio da dívida. A dívida líquida totalizou 15,7 bilhões de euros, um acréscimo de 2% em relação ao final de 2025, o que reflete “o investimento realizado e fluxo de caixa orgânico gerado, assim como a valorização do Real do Brasil frente ao euro no trimestre”, segundo a nota ao mercado. Leia Também: Oppo desvenda novos fones sem fio e eles chegam neste mês

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