Barragens da Região Norte Atingem Capacidade Máxima de
advertisemen tA Administração Regional de Águas do Norte (ARA-Norte) comunicou que as barragens existentes na região apresentam capacidade máxima de enchimento, resultado da persistente queda de chuva em algumas áreas. Segundo nota citada pela Agência de Informação de Moçambique, a albufeira da barragem de Locumue, na cidade de Lichinga, na província do Niassa, está 100% cheia, e o nível da água continua a subir. “As barragens de Nampula, Nacala e Mugica (província de Nampula); Mitucue e Locmoue (Niassa) e Chipembe e Montepuez (Cabo Delgado), estão transbordando. Os rios Messalo, Melúli e Lúrio também estão acima do nível de alerta e com tendência a subir”, destacou. Nesse sentido, a entidade apelou para que as comunidades observem medidas de precaução, como evitar a travessia de cursos d’água, circulação em áreas de risco de enchentes e erosão. “Pedimos também para que se acompanhe as informações sobre o tempo que são regularmente emitidas”. Dados atualizados do INGD indicam que, desde o início da estação chuvosa, em outubro, 856 mil pessoas foram afetadas em todo o País, com registro de 215 mortos e 314 feridos, tendo sido abertos 137 centros de acomodação, que abrigaram 112,9 mil pessoas. Atualmente, 51 centros ainda estão ativos, com pelo menos 41.197 pessoas. A União Europeia, os Estados Unidos, Portugal, Angola, Espanha, Alemanha, Timor-Leste, Suíça, Noruega, Japão e China, além de países vizinhos, já enviaram ajuda humanitária de emergência. Desde 7 de janeiro, 246 unidades sanitárias, 635 escolas e cinco pontes também foram danificadas. No setor agrícola, as enchentes afetaram 554.603 hectares de cultivo, dos quais 287.810 foram considerados perdidos, atingindo 365.137 agricultores. Estima-se também a morte de 530 998 cabeças de gado, entre bovinos, caprinos e aves. Moçambique está em estado de alerta vermelho diante da atual temporada chuvosa, período que tem sido marcado por alertas de chuvas e ventos fortes, principalmente nas áreas Centro e Sul do País, com as autoridades ativando ações de antecipação às enchentes e inundações naquelas regiões. O País é considerado um dos mais severamente atingidos pelas mudanças climáticas, enfrentando ciclicamente enchentes e ciclones tropicais. Nas últimas chuvas, entre 2024-25, Moçambique foi atingido pelos ciclones Chido, Dikeledi e Jude que causaram a morte de pelo menos 313 pessoas, feriram 1255 e afetaram mais de 1,8 milhão. Os eventos extremos causaram pelo menos 1016 mortos, em termos nacionais, entre 2019 e 2023, afetando cerca de 4,9 milhões de pessoas, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística.advertisement



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