BCE convida prestadores de serviços de pagamento para teste

O projeto, de acordo com a instituição, citada pela Europa Press, deve ter duração de 12 meses e será uma “versão beta do euro digital”, sendo usada como fins de teste e não terá curso legal. Durante esse período, as características previstas do euro digital serão testadas em um ambiente controlado, com vistas a validar a funcionalidade técnica, os processos operacionais e a experiência geral do usuário. A fase de testes envolverá funcionários dos bancos centrais participantes do Eurossistema e empresas selecionadas que prestam serviços regulares nas instalações do BCE e dos bancos centrais nacionais, como cafeterias e restaurantes. Durante o projeto, usuários selecionados poderão fazer pagamentos digitais em reais entre pessoas físicas — tanto ‘online’ quanto ‘offline’, no caso usando NFC — e entre pessoas físicas e jurídicas, seja em pontos de venda físicos, seja em comércio eletrônico. Os bancos interessados têm até o dia 14 de maio para enviar o questionário que formaliza a disponibilidade em participar deste projeto. As entidades selecionadas — entre 10 a 37 — devem ser anunciadas em junho e em julho deve começar a fase de desenvolvimento do piloto, cujo lançamento está previsto para o segundo semestre do ano que vem. O BCE acredita que este projeto permitirá aperfeiçoar o ‘design’ e a experiência do usuário do euro digital, testar a comunicação e a imagem da marca, esperando que seja feito de forma transparente. Na terça-feira, o vice-presidente cessante Luis de Guindos, que será substituído pelo croata Boris Vujcic em junho, estimou que o euro digital estará disponível para o setor institucional e para o público em geral em 2029. Na ocasião, ele observou que, com o euro digital, os europeus terão um meio de pagamento com tratamento muito bom do ponto de vista de custos e tornará a Europa menos dependente dos meios de pagamento americanos. Leia Também: Dois milhões de vales-dentista para crianças e jovens nunca foram usados



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