BCE revela: IA ainda não está substituindo trabalhadores

“De modo geral, em termos de criação e destruição de empregos, não encontramos diferença significativa entre as empresas que dizem usar IA e as que não usam”, afirmaram dois economistas do BCE numa publicação no blog, com base numa pesquisa realizada em 2025 com 3.500 empresas europeias. As descobertas mudam ao distinguir entre empresas que usam IA com frequência e aquelas que a usam com menos frequência: as primeiras têm 4% mais probabilidade de contratar, e o mesmo se aplica às que investem, que têm 2% mais probabilidade de contratar. Isso é especialmente visível em empresas que usam IA para pesquisa e desenvolvimento e inovação, já que investir nessa tecnologia exige a contratação de pessoal altamente qualificado. Da mesma forma, as empresas que planejam investir em IA no próximo ano preveem, em média, maior criação de empregos, enquanto as empresas que usam IA para reduzir custos trabalhistas tendem a contratar menos e demitir mais funcionários, segundo os autores. Durante uma audiência perante o Parlamento Europeu no final de fevereiro, a presidente do BCE, Christine Lagarde, enfatizou que investimentos maciços em IA estavam resultando em um “aumento da produtividade”, mas que as “consequências para o mercado de trabalho” ainda não eram visíveis. “Continuaremos extremamente atentos a isso no futuro”, acrescentou a responsável. Leia Também: Venda de remédios para obesidade dispara. Chegam a custar 300€/mês



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