Carteiras Móveis Atingiram 131,3% da População Adulta em

Carteiras Móveis Atingiram 131,3% da População Adulta em

O número de contas em Instituições de Moeda Eletrônica (IME) em Moçambique superou, no final de 2025, o total da população adulta, mostrando uma expansão acelerada dos serviços financeiros digitais no País. De acordo com o mais recente relatório de inclusão financeira do Banco de Moçambique, com dados referentes ao quarto trimestre de 2025, o nível de cobertura dessas contas atingiu 131,3%, o que significa que, em termos médios, há mais de uma carteira móvel por adulto. No trimestre anterior, esse indicador estava em 123,8%, enquanto em dezembro de 2024 era de 109,3%. Em contraste, a banca tradicional continua a registrar um crescimento moderado. A proporção de adultos com contas bancárias aumentou de 33,2% em setembro para 33,7% em dezembro, permanecendo significativamente abaixo da penetração das carteiras móveis. A evolução dos pontos de acesso reforça essa tendência. O número de agentes de instituições de moeda eletrônica aumentou de 1977 para cada 100 mil adultos no segundo trimestre para 2.306 em dezembro de 2025, acima dos 1.686 registrados no final de 2024. Já os agentes bancários registraram uma redução acentuada ao longo do ano, passando de 5,3 para cada 100 mil adultos no segundo trimestre para 1,6 no final do ano. Atualmente, o sistema financeiro moçambicano inclui 15 bancos comerciais e 12 microbancos, além de cooperativas de crédito e organizações de poupança, coexistindo com três principais plataformas de carteiras móveis associadas às operadoras de telecomunicações. Ao mesmo tempo, o governo aprovou, no final de 2025, uma revisão legislativa que visa ampliar a base tributária para transações da economia digital, incluindo operações realizadas por meio de carteiras móveis. A proposta de alteração do Código do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) pretende enquadrar fiscalmente um segmento em rápida expansão. Segundo o porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, as transações eletrônicas vêm ganhando peso no comércio nacional e internacional, muitas ainda fora do alcance da tributação. “As transações eletrônicas hoje dominam praticamente boa parte do comércio. Não se pode tributar uma determinada matéria cuja lei não aprova”, disse. O governador acrescentou que a ausência de enquadramento legal tem permitido a existência de operações não tributadas, ressaltando que as novas medidas visam garantir maior equidade fiscal e assegurar que todos os agentes econômicos contribuam para o desenvolvimento do País.

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