Crédito à Economia Recuou Para 3,9 MM€ em Dezembro de 2025
O crédito à economia moçambicana voltou a recuar em dezembro de 2025, registrando a segunda queda consecutiva e fechando o ano em 3924 milhões de euros. Os dados constam do mais recente relatório estatístico do Banco de Moçambique (BdM). Apesar da queda observada nos últimos meses do ano, o montante permanece acima dos 3857 milhões de euros registrados em dezembro de 2024. Segundo o histórico apresentado no relatório do banco central, o valor de dezembro vem após o pico anual de 3946 milhões de euros alcançado em maio de 2025. A partir desse período, o crédito concedido pela banca comercial passou a registrar pequenas oscilações mensais, que refletem o comportamento moderado do financiamento à economia. Em termos mensais, o crédito total concedido pela banca diminuiu em dezembro em relação aos 3942 milhões de euros registrados em novembro. Esse valor já representava uma ligeira redução em comparação com os quase 3943 milhões de euros observados em outubro. A sequência confirma uma tendência de queda gradual no fim do ano. Mesmo com essa redução, o crédito concedido a pessoas físicas continuava liderando entre os diferentes segmentos da economia. Em dezembro de 2025, esse grupo representava 1402 milhões de euros do total financiado pela banca. Ainda assim, o valor reflete uma pequena diminuição em relação aos meses anteriores. O setor de transportes e comunicações ocupava a segunda posição entre os principais destinatários do crédito bancário. Em dezembro do ano passado, esse setor concentrava 369 milhões de euros em financiamento. Seguiam-se a indústria de transformação, com 312 milhões de euros, e o comércio, com 319 milhões de euros. Ao mesmo tempo, a taxa de juros de referência para crédito em Moçambique voltou a registrar redução em março. A chamada “prime rate” caiu 10 pontos-base, ficando em 15,60%. Trata-se do segundo corte realizado em 2026, segundo anunciou no final de fevereiro a Associação Moçambicana de Bancos (AMB). Desde janeiro de 2024, essa taxa tem diminuído gradualmente, após permanecer por seis meses consecutivos no máximo de 24,1%. Em janeiro deste ano, a AMB já havia reduzido a taxa em 10 pontos-base, para 15,70%. Em fevereiro, a taxa permaneceu inalterada antes da nova queda anunciada para março. As oscilações da “prime rate” estão ligadas à taxa de política monetária MIMO, definida pelo BdM para controlar a inflação. Na reunião de 28 de janeiro, o Comitê de Política Monetária decidiu reduzir essa taxa pela 12ª vez consecutiva, fixando-a em 9,25%. Na ocasião, o governador do banco central, Rogério Zandamela afirmou: “Essa decisão é sustentada pelas perspectivas de manutenção da inflação em um dígito no médio prazo, não obstante alguns riscos associados às projeções, como inundações e agravamento das tensões comerciais e geopolíticas”. Fonte: Lusaa dvertisement



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