IDE Aumentou Quase R$ 5 MM em Nove Meses de 2025 • Diário
O Investimento Directo Estrangeiro (IDE) em Moçambique aumentou 69,7% em nove meses do ano passado, sitaundo-se nos 4,7 mil milhões de dólares, continuando a ser impulsionado pelos Grandes Projectos (GP) e pela indústria extractiva. De acordo com o relatório da balança de pagamentos do Banco de Moçambique (BdM), a indústria extrativa manteve sua posição como maior receptora de fluxos de investimento, com um total de 4,4 bilhões de dólares. “Dentro dessa indústria, só o setor de petróleo e gás absorveu, em nove meses, um total de 3,5 bilhões de dólares, enquanto a extração de carvão cresceu 14,6%, também em termos anuais, para 625 milhões de dólares”, descreveu o banco central. Segundo o documento, entre os principais países de origem dos fluxos de IDE em Moçambique destacam-se os Países Baixos, com um peso de 40,8% do total, seguidos pela Itália (22%), Maurício (16,9%) e África do Sul (14,1%). Para o presente ano, o Executivo prevê um recorde de Investimento Estrangeiro Direto, com os valores em US$ 5,8 bilhões, um aumento de 22,6%, impulsionado pelos projetos de gás natural liquefeito (GNL). A decisão consta na proposta do Plano Econômico e Social e Orçamento do Estado (PESOE 2026). “Esse crescimento será influenciado pela implementação de projetos estruturantes na bacia do Rovuma, na província de Cabo Delgado, região Norte de Moçambique”, diz o documento. Moçambique tem três projetos de desenvolvimento aprovados para operar as reservas de gás natural da bacia do Rovuma, classificadas entre as maiores do mundo, ao largo da costa de Cabo Delgado. O projeto Coral Sul, da Eni, é o único em operação, desde 2022, e em outubro passado foi aprovado o investimento em uma segunda plataforma flutuante para extração, chamada Coral Norte, num investimento de US$ 7,2 bilhões, que a partir de 2028 permitirá dobrar a produção para 7 milhões de toneladas por ano (mtpa) de gás natural liquefeito. Após quatro anos de suspensão devido aos ataques terroristas em Cabo Delgado, o projeto da Mozambique LNG (Área 1), operado pela TotalEnergies, de 20 bilhões de dólares, retomou oficialmente em janeiro passado e prevê até 13 mtpa a partir de 2029, seguido pelo projeto Rovuma LNG (Área 4), de 30 bilhões de dólares, operado pela ExxonMobil, com 18 mtpa previstos após 2030, e cuja decisão final de investimento é esperada para este ano.



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