Bolsas europeias em baixas a seguir tendência dos EUA e Ásia

Cerca das 09:05 em Lisboa, o EuroStoxx 600 estava a descer 0,90% para 575,46 pontos. As bolsas de Londres, Paris e Frankfurt recuavam 1,08%, 0,37% e 0,84%, enquanto as de Madrid e Milão se desvalorizavam 1,21% e 0,81%. A bolsa de Lisboa mantinha a tendência da abertura com o principal índice, PSI, a descer 1,01% para 8.231,62 pontos, contra um novo máximo desde janeiro de 2010, de 8.484,01 pontos em 05 de novembro. Numa sessão com poucas referências na Europa, destaca-se o dado da taxa de inflação em Espanha, que subiu para 3,1% em outubro em termos homólogos, mais uma décima que em setembro e a taxa mais alta desde junho de 2024, devido ao aumento do preço da eletricidade, enquanto a inflação dos alimentos também subiu uma décima, para 2,4%. Entretanto, na zona euro serão conhecidos os dados finais do crescimento económico do terceiro trimestre. Na Ásia, o principal índice da bolsa de Tóquio, o Nikkei, fechou a cair 1,77% e o Kospi da bolsa de Seul perdeu 3,8%. Os índices de referência da bolsa de Xangai e da de Shenzhen caíram 0,97% e 1,93%, respetivamente. O Hang Seng de Hong Kong, perdia 1,80%, antes do final da sessão. Os futuros da bolsa em Wall Street avançam quedas mais leves do que as registadas na quinta-feira, que são de 0,20% para o Dow Jones e de 0,50% para o Nasdaq. O Dow Jones terminou na quinta-feira a cair 1,65% para 47.457,22 pontos, contra o novo máximo desde que foi criado em 1896, 48.254,82 pontos verificado em 12 de novembro. O Nasdaq, índice de cotadas de alta tecnologia, fechou a recuar 2,29% para 22.870,36 pontos, contra o novo máximo de sempre, de 23.958,47 pontos, verificado em 29 de outubro. Os mercados esperam agora que comecem a ser divulgados os dados que não puderam ser conhecidos devido ao ‘shutdown’ da Administração norte-americana, incluindo o relatório oficial de emprego de setembro. A falta de dados dificulta o trabalho da Reserva Federal dos EUA (Fed) a curto prazo, enquanto cada vez mais analistas começam a duvidar da probabilidade de que a instituição faça um novo corte de juros de 25 pontos base na próxima reunião de dezembro. O Brent, o petróleo bruto de referência na Europa, para entrega em janeiro de 2026, está a subir para 63,98 dólares, contra 63,01 dólares na quinta-feira. O preço do ouro, historicamente considerado um ativo de refúgio em tempos de incerteza, estava hoje a descer com a onça a ser negociada a 4.180,00 dólares, contra 4.201,85 dólares na quinta-feira e o atual máximo de sempre, de 4.347,86 dólares, verificado em 20 de outubro. No mercado de dívida, os juros da obrigação a 10 anos da Alemanha subiam para 2,705%, contra 2,687% na quinta-feira. O euro descia para 1,1627 dólares no mercado de câmbios de Frankfurt, contra 1,1651 dólares na quinta-feira e o novo máximo de quatro anos, de 1,1865 dólares, verificado em 16 de setembro. Leia Também: Bolsas europeias em alta confiantes no fim do ‘shutdown’ nos EUA



Publicar comentário