Cerca de 167 mil clientes sem energia, quase 50 mil no

Cerca de 167 mil clientes sem energia, quase 50 mil no

“O número absoluto neste momento em Leiria (concelho) de clientes sem eletricidade é 49.900. O dado que eu tenho para o total são cerca de 167 mil clientes, ao meio-dia de hoje”, afirmou aos jornalistas José Ferrari Careto, numa conferência de imprensa nos Bombeiros Sapadores de Leiria, onde está instalado o centro de operações do município. José Ferrari Careto adiantou que o número de clientes continua a diminuir à medida que decorrem as intervenções que a E-Redes tem no terreno. Hoje, pelas 08h00, eram cerca de 180 mil os clientes da E-Redes que continuavam sem luz em Portugal continental, a maior parte na zona de Leiria, na sequência da depressão Kristin na madrugada da passada quarta-feira. “Recordo que iniciámos este processo com um pico de desligamento ou de pontos de ligação sem energia de um milhão e dez mil”, declarou na conferência de imprensa. Segundo este responsável, “os 15% e os 20% de pontos de ligação ainda não estão energizados”, assumindo que, desde hoje, o processo de restabelecimento vai “andar necessariamente um pouco mais devagar”. Esta situação deve-se ao facto de que, “do ponto de vista técnico”, a empresa iniciou a recuperação pelas redes de alta e média tensão, sendo que agora vamos “acabar a média tensão e iniciar a baixa tensão”. “E à medida que vamos fazendo reparações, vamos energizando um número menor de clientes por cada reparação que fazemos”, esclareceu. Acresce que as reparações a efetuar “são, porventura, também em maior número”, referiu, dado que os incidentes, “quer na média tensão, quer na baixa tensão, são também em grande número”. O concelho de Leiria, com 130 mil habitantes distribuídos por 20 freguesias, tem 83 mil clientes da E-Redes. Os clientes da E-Redes correspondem a pontos de entrega de energia como habitações, empresas ou lojas com ligação elétrica, sendo assim difícil quantificar o número de pessoas que está a ser afetada. A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, causou pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho. No sábado, outros dois homens morreram ao caírem de um telhado que estavam a reparar, um no concelho da Batalha e outro em Alcobaça. Na madrugada de domingo, um homem morreu no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador. Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal. Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos. O Governo decretou situação de calamidade, que foi prolongada hoje, após uma reunião do Conselho de Ministros, até dia 08 de fevereiro. (Notícia atualizada às 14h53) Leia Também: Mau tempo: E-Redes sem previsão de restabelecimento total de energia

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