CGTP denuncia exclusão por Governo “completamente desfasado

Tiago Oliveira, secretário-geral da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP), de novo deixado à porta das reuniões sobre as alterações à lei laboral, disse esta segunda-feira aos jornalistas que o que o “Governo está a fazer é anticonstitucional” e que o primeiro-ministro, Luís Montenegro, está “à socapa” a criar “um pacote laboral que vai contra os trabalhadores”. Sublinhe-se que a ministra do Trabalho está hoje reunida com a UGT e com as confederações empresariais. A CGTP tem ficado de fora dessas reuniões, com o Executivo justificando que a central sindical nunca quis negociar, pedindo em vez disso a retirada da proposta. O secretário-geral da CGTP indicou, a partir da Praça de Londres, junto ao Ministério do Trabalho, que o Governo tem deixado a central sindical “à margem das negociações” e promovido o “afastamento da CGTP de todo o este processo”. “O Governo, na surdina, quer construir um pacote trabalhista que vai contra os trabalhadores”, disse Tiago Oliveira. “O que o governo está fazendo é anticonstitucional”, acrescentou. Para o sindicalista, Luís Montenegro não está acompanhando a realidade do país: “Não podemos ficar calados diante de um primeiro-ministro que veio dizer publicamente que o país está melhor. (…) Não tem a menor percepção da realidade, está completamente desfasado da realidade”, disse, elencando os aumentos sucessivos na alimentação, na habitação e nos combustíveis. Tiago Oliveira manifestou incredulidade perante o primeiro-ministro que se possa “gabar daquilo que está a ser trilhado”, inferindo que virá de “alguém que não tem a mínima noção”. Sobre os supostos contatos por parte do Governo, o secretário-geral ironiza: “A CGTP tem pago as contas dos telefones, se tivesse tocado, a gente ouvia”. O sindicalista explica, ainda, que o convite do governo para sentar à mesa foi, na verdade, uma “reunião paralela”. “Colocaram a CGTP em uma sala separada, enquanto em outra sala ao lado todos estavam lá reunidos”, asseverou. Sublinhe-se que a decisão final sobre um eventual acordo terá sempre que passar por uma reunião plenária de Concertação Social, onde a CGTP também tem assento. (Notícia atualizada às 13h28) Leia Também: Governo se reúne hoje com UGT e patrões sobre mudanças na lei trabalhista



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