Circulação ferroviária continua suspensa ou condicionada em

Circulação suspensa na Linha do Norte entre Castanheira do

“A circulação ferroviária regista alguns condicionamentos em linhas da rede nacional, causados pelas condições meteorológicas adversas da última semana, com impacto na infraestrutura devido a inundações, à queda de árvores e detritos”, indica a responsável pela infraestrutura ferroviária.

Estas ocorrências, acrescenta, “estão a afetar a normal exploração ferroviária em vários troços, exigindo intervenções técnicas das equipas no terreno para a reposição das condições de segurança e da regularidade do serviço”.
Numa atualização às 18:00, com o ponto de situação na rede ferroviária nacional, a IP refere “novos condicionamentos”, relacionados com circulação suspensa na Linha de Sintra, “na via descendente externa entre Cacém e Monte Abraão”, na Linha de Vendas Novas, “entre Vidigal e Vendas Novas (sem comboios previstos neste troço)” e na Linha de Sines, “entre Ermida Sado e porto de Sines”.
Além destes novos condicionamentos, mantém-se a circulação suspensa na Linha do Norte, entre Alfarelos e Formoselha, na Linha do Douro, entre a Régua e o Pocinho, na Linha do Oeste, entre Mafra e Amieira, e na Linha de Cascais, na via ascendente entre Algés e Caxias.
A circulação encontra-se suspensa também na Linha do Sul, entre Monte Novo e Alcácer do Sal, e na “concordância de Xabregas”, entre Santa Apolónia (Lisboa) e a bifurcação de Chelas.
As equipas da IP encontram-se “no terreno a desenvolver todos os esforços para resolver a situação e repor, com a maior brevidade possível, as condições de circulação e de segurança”, lê-se na nota.
A empresa “agradece a compreensão pelos incómodos causados” e acrescenta que a “informação será atualizada sempre que se justifique”.
Fonte oficial da CP — Comboios de Portugal disse à Lusa que a situação se mantém idêntica à atualização que a empresa efetuou às 06:00 de hoje, na qual informou que “foi restabelecida a circulação ferroviária na Linha da Beira Baixa” e que, devido “ao mau tempo, a circulação ferroviária continua com constrangimentos em alguns serviços/linhas”.
Na Linha do Norte, “estão a ser realizados serviços de longo curso de forma parcial e serviços regionais entre Entroncamento e Soure e entre Tomar e Lisboa”, na Linha de Cascais, os “comboios circulam com alterações nos horários”, e na Linha da Beira Alta, “serviço Intercidades entre Coimbra e Guarda realiza-se com recurso a material circulante diferente do habitual”.
O comboio internacional Celta, explicou a fonte da CP, não se realizou devido a uma greve no operador espanhol, e ainda não tem previsão de retoma, também devido a problemas na infraestrutura.
Segundo a CP, a circulação ferroviária continua suspensa na Linha do Linha do Douro, entre Régua e Pocinho, na Linha do Oeste e nos Urbanos de Coimbra.
Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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