Clientes da Everlane indignados com venda a plataforma

A Shein, que virou sinônimo de “fast fashion” a preços baixíssimos, adquiriu as ações detidas pelo fundo de investimentos L Catterton, sócio do grupo de artigos de luxo LVMH e seu presidente-executivo, Bernard Arnault, que controlavam a Everlane desde 2020. Em contato com a AFP, a Everlane se recusou a divulgar o valor da transação. O site de notícias Puck News havia divulgado uma avaliação de US$ 100 milhões. A Everlane está “enfrentando uma pressão crescente em um setor de varejo em rápida evolução”, explicou seu presidente, Alfred Chang, em um comunicado à AFP. Esse contexto agravou a já difícil situação financeira da empresa, que está bastante endividada depois de tomar um empréstimo de US$ 90 milhões em 2022. O acordo, disse Alfred Chang, estipula que a Everlane “permanecerá uma marca independente, fiel aos seus valores, seus compromissos com a sustentabilidade e qualidade excepcional”. Fundada em 2010, a Everlane se apresentava como uma marca com princípios sólidos, inspirada na moda responsável. O grupo, com sede em São Francisco, visava limitar o uso de recursos na fabricação de suas roupas e promover a reciclagem de materiais sempre que possível. A Everlane também afirmava ter desenvolvido produtos com durabilidade acima da média, com preços intermediários no mercado de pronto-a-vestir. Nas redes sociais, muitos usuários criticaram a aquisição da Everlane pela empresa chinesa de “fast fashion”. “Estou furioso”, comentou Max Landi no X. “Nunca mais comprarei roupas da Everlane agora que pertencem a Shein.” “A Shein é o oposto de tudo que a Everlane representava”, acrescentou Reno Dakota, também no X. Leia Também: Bruxelas considera insuficientes medidas da Temu contra produtos ilegais



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