Combustíveis? ASAE viu “irregularidades, mas em nenhum caso

“O Governo tomou uma iniciativa muito simples de pedir à ASAE que concentrasse sua atuação ou tivesse atenção particular a eventuais movimentos especulativos em torno dos combustíveis”, lembrou Manual Castro Almeida, em audiência no parlamento. As informações referentes à última sexta-feira indicavam que a “ASAE fez 39 ações de fiscalização junto a revendedores de combustíveis e detectou variadíssimas irregularidades, mas em nenhum caso especulação”, adiantou o ministro. O ministro concluiu assim que “não está a haver especulação, de acordo com ASAE, mas continuarão no terreno a fazer essa avaliação”. Castro Almeida também assegurou que o Governo “está atento, vigilante para poder tomar as medidas que forem necessárias”, apontando que a situação é diferente em relação à vivida após a invasão da Ucrânia, nomeadamente no que diz respeito ao preço do gás. No caso do petróleo, o ministro também destacou um estudo do impacto da alta do preço do Brent na economia, que concluiu que “20% de aumento no preço do Brent significam uma diminuição de 0,1 no PIB, mais 0,3 ponto percentual na inflação e menos 0,2% do PIB na balança comercial”. Dessa forma, se o preço aumentar 10%, se traduzirá em um aumento de 0,3% no IPC, e é “em função desses dados que o Governo vai ajustando o ‘timing’ adequado para determinadas medidas”. “Enquanto não houver mudanças estruturais na economia, medidas adicionais não se justificam, mas passarão a se justificar com mudanças estruturais na economia”, concluiu. Em 13 de março, o governo aprovou novas quedas extraordinárias nas taxas do ISP aplicáveis no continente, que devem representar uma “economia real” de 1,8 centavos por litro de diesel e 3,3 centavos por litro de gasolina. Os preços dos combustíveis em Portugal subiram esta semana, com o diesel simples aumentando cerca de 10 centavos por litro e a gasolina 95 subindo 10,3 centavos, segundo a Associação Nacional dos Revendedores de Combustíveis (Anarec). Esse aumento acontece em um contexto de forte tensão geopolítica no Oriente Médio, com os preços do petróleo pressionados pelo fechamento do Estreito de Ormuz e pela volatilidade dos mercados internacionais. Leia Também: Tarifas: BdP não vê evidência de direcionamento de bens da China para UE



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