Combustíveis? “É a primeira fase, a que menos dói, ainda não

Combustíveis? "É a primeira fase, a que menos dói, ainda não

O aumento dos preços dos combustíveis foi o primeiro efeito da guerra no Irã a ser sentido pelos consumidores em Portugal, mas o economista João Loureiro antecipa que essa é apenas a primeira fase e que o pior ainda está por vir, quando o aumento dos preços for mais generalizado. “Isto é a primeira fase, mas é a fase que menos dói, isto ainda não é inflação. Fala-se de inflação quando há um aumento generalizado em todos os preços de todos os bens e serviços. Para já, identificamos facilmente onde é que estão aumentos de preços e, portanto, mesmo que os combustíveis aumentem 20%, 30%, digamos, no cabaz de despesas em serviços que nós adquirimos, isso não é uma inflação de 20% ou 30%”, disse João Loureiro, em declarações à CNN Portugal. O economista explicou que a “questão é que isso vai dar origem, por motivos diversos, digamos, na cadeia de produção, de abastecimento, etc., vamos ter continuamente aumentos de preços, portanto, é uma inflação a generalizar-se”. “Os preços vão subir e vão subir por muito tempo, porque, na verdade, é como você diz, provavelmente isso é uma situação que vai se arrastar com o tempo. E, claro, por enquanto, o que se sente e as pessoas começam a sentir mais imediatamente é, na verdade, o preço dos combustíveis, qualquer um de nós genericamente é consumidor de combustíveis”, disse. Lembrando que os preços dos combustíveis sofrem mais um forte aumento nesta segunda-feira. Em questão está um aumento de cerca de 12 centavos no caso do diesel e de cerca de sete centavos no caso da gasolina, mesmo depois de aplicado o desconto anunciado pelo Governo. Em questão está um aumento de cerca de 12 centavos no caso do diesel e de cerca de sete centavos no caso da gasolina, mesmo depois de aplicado o desconto anunciado pelo Governo. Saiba onde os combustíveis custam menos perto de você. Beatriz Vasconcelos | 07:05 – 23/03/2026 Frutas e verduras mais caras em trimestre marcado por mau tempo e conflito A categoria de frutas e verduras sofreu vários aumentos de preço no primeiro trimestre do ano, marcado pelo trem de tempestades em Portugal e pelo conflito no Oriente Médio, que agravou o custo dos fatores de produção. Segundo dados da Deco enviados à Lusa, desde 7 de janeiro e até esta quarta-feira, foram várias as subidas nesta categoria, com destaque para a curgete, cujo preço por quilograma (kg) passou de 1,89 para 2,35 euros, e para a couve coração, que aumentou de 1,47 para 1,78 euros por kg. No caso da abobrinha o maior aumento teve lugar entre 04 e 11 de fevereiro, quando este produto passou de 2,85 para 3,69 euros, cujo período coincidiu com o comboio de tempestades que afetou o país, sobretudo a região Centro, deixando um rasto de destruição em lavouras, edifícios e outras infraestruturas. A couve-coração, por sua vez, teve a maior piora entre 18 e 25 de fevereiro, passando de R$ 1,58 para R$ 1,77 por kg. Por sua vez, um kg da batata vermelha passou a custar nove centavos a mais, progredindo de R$ 1,31 para R$ 1,40, enquanto o tomate está mais caro sete centavos. Também com um acréscimo de sete centavos está a embalagem de 500 gramas de alho seco, que agora custa 3,43 euros. Para comprar um quilo de cenoura, o consumidor terá que gastar R$ 1,13, quando no início do ano desembolsava R$ 1,07. Do lado das altas também se encontra a laranja e a maçã gala, cujo kg encareceu quatro centavos desde 7 de janeiro. Já o preço da alface está estável em R$ 2,68 por kg. No entanto, ao longo do período em análise, teve diversas oscilações, atingindo, em 25 de fevereiro, um pico de 2,91 euros. No sentido oposto, foram os brócolis que registraram a maior queda de preço, caindo de R$ 3,15 para R$ 2,87 por kg, ou seja, 28 centavos a menos. Em seguida vem a couve-flor, com queda de 26 centavos por kg e a cebola, com queda de 11 centavos. Do lado das quedas também está a banana, que passou de R$ 1,33 para R$ 1,27 por kg e a maçã golden, cujo preço cedeu de R$ 2,16 para R$ 2,14 por kg. Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar ao Irã, que justificaram com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito de seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis. Em retaliação, o Irã fechou o Estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestrutura civil em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. O conflito está fazendo o custo dos fatores de produção disparar, o que acaba se refletindo no preço pago pelo consumidor. Leia Também: Suécia anuncia redução de impostos sobre combustíveis

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