Como está a economia? Quanto está a crescer? É dia de

O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulga, esta quinta-feira, dados relativos ao crescimento da economia portuguesa no terceiro trimestre do ano, que os analistas acreditam que se irá situar entre 1,9% e 2,2%, em termos homólogos. Segundo os economistas consultados pela Lusa, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre, que o Instituto Nacional de Estatística (INE) divulga na quinta-feira, deverá ter acelerado em termos homólogos mas desacelerado em cadeia, para entre 0,3% e 0,6%. O grupo de investigação económica do Centro de Estudos Aplicados da Católica Lisbon School of Business & Economics prevê que a economia portuguesa terá crescido 0,6% em cadeia e 2,2% em termos homólogos no terceiro trimestre, depois de, no segundo trimestre, ter crescido 0,7% em cadeia e 1,8% face ao período homólogo. Já o Fórum para a Competitividade, numa nota de conjuntura, indicou que estima “que o PIB do 3.º trimestre tenha abrandado em cadeia de 0,7% para entre 0,3% e 0,5%, de que resultará, ainda assim, uma aceleração em termos homólogos, de 1,8% para entre 1,9% e 2,1%”. A área de estudos económicos do BCP projeta que, no terceiro trimestre de 2025, o PIB português em volume deverá ter crescido 0,6% em cadeia e 2,2% em termos homólogos, após o crescimento registado no trimestre anterior de 0,7% em cadeia e 1,8% em termos homólogos, segundo a mais recente nota de conjuntura. “A procura interna terá acelerado no terceiro trimestre, beneficiando de crescimentos robustos da parte do consumo privado e da formação bruta de capital fixo, acompanhados pelo crescimento dos gastos públicos”, lê-se na nota, enquanto “a procura externa poderá ter contribuído negativamente para o crescimento do PIB no terceiro trimestre, prevendo-se uma queda das exportações face ao trimestre anterior, enquanto as importações deverão voltar a crescer”. O Barómetro de Conjuntura Económica CIP/ISEG também estima que a economia portuguesa deverá crescer 2,2% no terceiro trimestre em termos homólogos, e 0,6% em cadeia. Segundo o documento, o crescimento estimado é explicado pelo reforço do consumo privado e pelo bom desempenho dos setores da indústria, do comércio e da construção. Dívida pública é “dos aspetos mais frágeis da economia portuguesa” O ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, alertou que não se pode interromper o caminho de redução da dívida pública, que “continua a ser dos aspetos mais frágeis da economia portuguesa”. Miranda Sarmento defendeu que este o Governo segue num “caminho marcado pela transformação mas com a marca de equilíbrio das contas públicas e redução da dívida”, esta semana, no debate na generalidade da proposta de Orçamento do Estado para 2026 (OE2026). O ministro destacou as previsões de excedentes orçamentais para este ano e o próximo e apontou que “quem fala em esgotamento da margem omite que os saldos sem despesas temporárias são próximos de 1% do Produto Interno Bruto (PIB)”. No que diz respeito à dívida pública, reiterou que não se pode interromper o caminho seguido e que é necessário “manter o ritmo de redução da dívida de três a quatro pontos percentuais por ano”. Nesta intervenção inicial, o responsável pela pasta das Finanças defendeu também que a transformação estrutural da economia “passa por aumentar os níveis de competitividade”, pelo que é necessário “aumentar o capital humano e reduzir a burocracia que asfixia empresas e cidadãos”. O ministro salientou que com maior capital humano e burocracia ao mínimo, será possível ter a “capacidade de colocar a economia a crescer 3% no final da legislatura”, referindo-se às metas inscritas no programa eleitoral da AD. Miranda Sarmento adiantou ainda que o Governo está a “atuar no sistema fiscal” e que no próximo ano vai avançar a reforma do contencioso tributário e um programa de combate à fraude e evasão fiscal. Na proposta de OE2026, o Governo prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça 2% neste ano e 2,3% em 2026. O executivo pretende alcançar excedentes de 0,3% do PIB em 2025 e de 0,1% em 2026. Quanto ao rácio da dívida, estima a redução para 90,2% do PIB em 2025 e 87,8% em 2026. A proposta vai ser discutida e votada na generalidade hoje e a votação final global está marcada para 27 de novembro, após o processo de debate na especialidade. Leia Também: Economia deverá ter crescido entre 1,9% e 2,2% no 3.º trimestre



Publicar comentário