Compra estes três alimentos? Encareceram mais de 80% (sim,

Compra estes três alimentos? Encareceram mais de 80% (sim,

Desde 5 de janeiro de 2022, quando a DECO PROteste iniciou o monitoramento do preço da cesta básica, os maiores aumentos percentuais foram os de carne bovina para cozinhar (mais 125%), ovos (mais 84%) e couve-coração (mais 80%), segundo os dados mais recentes, divulgados pela organização na quarta-feira. Alimentos encareceram nos últimos quatro anos: Por quê? “A invasão da Rússia à Ucrânia, de onde eram provenientes grande parte dos cereais consumidos na União Europeia (e em Portugal) veio pressionar, em 2022, o setor agroalimentar, que estava há já vários meses a braços com as consequências da pandemia de covid-19 e da seca vivida em Portugal. A limitação da oferta de matérias-primas e o aumento dos custos de produção, nomeadamente dos fertilizantes e da energia, necessários à produção agroalimentar, refletiu-se, por isso, num incremento dos preços nos mercados internacionais e, consequentemente, nos preços ao consumidor de produtos como carne, hortifruti, cereais matinais ou óleo vegetal”, explica a DECO PROteste. A organização lembra que “essa alta de preços levou o governo a adotar, em abril de 2023, a isenção de ICMS em uma cesta com mais de 40 alimentos”. “E, se inicialmente a medida até ajudou a controlar a alta dos preços, poucos meses depois o impacto deixou de ser sentido na carteira dos consumidores, com o preço da cesta básica novamente disparando. Já em 2024, e após a reposição desse imposto, os preços de alguns produtos continuaram a subir, como foi o caso do azeite de oliva extra virgem, que atingiu seu preço mais alto em abril daquele ano. O ano de 2025, por outro lado, foi marcado, sobretudo, por altas nos preços dos ovos, do café torrado. moído ou até mesmo do chocolate”, lembra a DECO PROteste. Outros campeões de alta Na última semana, entre 20 e 27 de maio, os produtos cujo preço mais aumentou percentualmente foram os cereais integrais (mais 18%), o carapau (mais 11%) e a alface crespa (mais 10 por cento). Por outro lado, se compararmos os preços atuais com os da primeira semana do ano, em 7 de janeiro de 2026, a maior alta percentual de preço foi vista na dourada (mais 29%), no tomate (mais 25%) e no arroz carolino (mais 24 por cento). Por sua vez, o preço da cesta básica monitorada pela DECO PROteste registrou leve queda de R$ 1,50 (menos 0,6%) na última semana e agora custa R$ 257,33. A cesta essencial de 63 produtos, monitorada pela Deco Proteste, caiu pela terceira semana consecutiva para 257,33 euros, menos 1,50 euros em relação à semana anterior, segundo foi divulgado hoje. Lusa | 16:48 – 27/05/2026 “Nos últimos meses, o preço deste cabaz alimentar tem registado valores-recorde praticamente todas as semanas, e é preciso recuar ate à segunda semana de abril (8 de abril) para encontrar um valor abaixo dos 258 euros”, pode ler-se no site da organização. A organização acrescenta que, desde o início do ano, essa cesta de itens essenciais já viu seu preço subir 15,51 euros (mais 6,4 por cento). Há cerca de quatro anos, em 5 de janeiro de 2022, para comprar exatamente os mesmos produtos, os consumidores gastavam 69,63 euros a menos (37,1 por cento a menos). E alerta: “Se o conflito no Oriente Médio se prolongar, é possível que os preços dos alimentos subam ainda mais nos próximos meses. Essa guerra causou aumentos nos preços dos combustíveis e da energia, e os impactos são sentidos nas cadeias de suprimentos, assim como aconteceu com a crise energética causada pelo início da guerra na Ucrânia”. “Ao impacto das altas de preços nos combustíveis somam-se ainda os prejuízos causados pelas tempestades de janeiro e fevereiro no País, cujos efeitos podem ainda não estar integralmente refletidos nos preços ao consumidor, assim como uma alta nos preços dos fertilizantes usados na agricultura. Alguns dos maiores produtores de fertilizantes agrícolas, e de matérias-primas para fertilizantes, estão localizados no Oriente Médio. Com grande parte destas mercadorias expedida por via marítima através do estreito de Ormuz, os preços dos fertilizantes já aumentaram significativamente, o que se tem traduzido em bens alimentares mais caros”, explica ainda. Leia Também: Cesta básica cai pela 3ª semana seguida. Custa 257,33 euros

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