Confirma-se, combustíveis voltam a disparar 2.ª-feira. Veja

Não há trégua: os preços dos combustíveis voltarão a subir no início da semana que vem, por causa da valorização da matéria-prima – o petróleo – nos mercados internacionais. Desta vez, a gasolina deve encarecer mais. O preço do diesel deve aumentar 10 centavos, enquanto a gasolina deve ficar 10,5 centavos mais cara, indicou fonte da Associação Nacional dos Revendedores de Combustíveis (Anarec) em nova atualização ao Notícias ao Minuto. No início da manhã, as previsões chegaram a apontar aumentos inferiores a 10 centavos. Esses dados vêm em um momento em que o petróleo continua a se valorizar nos mercados internacionais e o Brent está novamente acima de 100 dólares por barril. Neste momento, o preço do petróleo Brent, referência na Europa, para entrega em maio, subia para US$ 102,54, e o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, para entrega em abril, avançava para US$ 97,53 por barril. Desconto nos combustíveis será mantido Ressalte-se que o governo já disse que manterá o mecanismo de descontos nos combustíveis se os aumentos na próxima semana forem acima de dez centavos, assegurou o ministro da Presidência, na quinta-feira. António Leitão Amaro falava no final do Conselho de Ministros e defendeu que o Governo “não precisa de mudar o regime agora, porque o regime continua em aplicação”. “Mantemos inalterado o regime como foi aprovado, existe um mecanismo de devolução para garantir que o Estado não saia ganhando: devolvemos impostos a mais, a partir do momento em que aumento ultrapassar dez centavos por litro”, disse. O Governo anunciou na sexta-feira passada uma “redução temporária e extraordinária” de 3,55 cêntimos por litro no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP) aplicável, no continente, ao gasóleo rodoviário, depois de o primeiro-ministro, Luís Montenegro, ter sinalizado que o executivo avançaria com um desconto extraordinário e temporário do ISP para compensar uma subida dos combustíveis caso se verificasse um aumento de 10 cêntimos. A Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED) pede ao Governo para que mexa na tributação dos combustíveis, protegendo a confiança dos consumidores na economia, avança, em entrevista à Lusa, o diretor-geral da entidade. Lusa | 07:00 – 13/03/2026 Ainda na quinta-feira, o ministro Leitão Amaro ressaltou que o governo anunciou esse mecanismo de desconto logo no início do novo conflito no Irã, mas deixou um alerta, aparentemente dirigido à oposição parlamentar. “A propósito de toda a discussão sobre as medidas relativas ao custo de vida, é preciso que não se entre nem na lógica do leilão irresponsável, nem no leilão contraproducente, isto é, medidas que acabam por não proteger os consumidores, acabam a proteger operadores”, disse. O ministro defendeu que “as pessoas precisam de previsibilidade”, considerando que isso passa pela continuação da aplicação do mecanismo definido na semana passado. “Existe um mecanismo de devolução para garantir que o Estado não fique a ganhar à conta dos contribuintes porque os preços aumentam. Portanto devolvemos os impostos a mais através de um desconto no imposto sobre os combustíveis, a partir do momento em que o aumento ultrapassou ou ultrapassar os 10 cêntimos no preço por litro”, precisou. Segundo dados de 2024 da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), uma parte significativa do petróleo bruto que chega às refinarias portuguesas tem origem em países do continente americano e da África. Saiba mais sobre as reservas que Portugal tem. Beatriz Vasconcelos com Lusa | 07:53 – 13/03/2026 (Notícia atualizada às 10h20) Leia Também: Combustíveis: Quanto o Estado está arrecadando a mais em arrecadação?



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