Contrabando de produtos agrícolas ameaça actividades das

Contrabando de produtos agrícolas ameaça actividades das

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O contrabando de produtos agrícolas do distrito de Mecanhelas, na província do Niassa, para o vizinho Malawi, sobretudo milho, soja e gergelim poderá comprometer o normal funcionamento das indústrias locais e colocar em risco os diversos postos de trabalho e emprego, os quais foram gerados naquela parcela do país.O alerta foi lançado pela governadora do Niassa, Judite Massengele, durante uma visita de trabalho ao distrito de Mecanhelas, onde classificou esta prática como um atentado à economia interna.Segundo explicou, as indústrias nacionais devem ser abastecidas prioritariamente com produtos agrícolas produzidos localmente, de forma a garantir o funcionamento contínuo das unidades fabris e estimular o desenvolvimento económico da província.A governante referia-se, concretamente, à fábrica de produção de óleo alimentar instalada no distrito de Cuamba, cujo funcionamento depende do fornecimento de milho, soja e gergelim.“Os nossos produtores estão a contrabandear soja, gergelim e milho para o Malawi. Isso prejudica-nos a nós mesmos. Lembrem-se de que os derivados destes produtos, vindos do Malawi, acabam por ser comercializados junto das nossas populações a preços exorbitantes. Além disso, se as indústrias encerrarem por falta de matéria-prima, dezenas dos nossos filhos poderão perder os seus empregos. Será isso bom para nós?”, questionou a governadora.Na mesma ocasião, Judite Massengele apelou à calma das famílias e incentivou os produtores a comercializarem os seus produtos junto de intervenientes devidamente credenciados, com vista a travar a venda desordenada de excedentes agrícolas.

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