CP sairá do perímetro do Estado: Terá “melhores condições”

Trabalhadores dos bares dos comboios da CP em greve a partir

“Em 2027 a CP passa a ter melhores condições para planejar e executar investimentos estratégicos, em especial na renovação e modernização da frota, no reforço da confiabilidade do serviço e na melhoria da qualidade da oferta aos clientes, num contexto de reforço da sua capacidade de resposta às exigências do sistema ferroviário e às necessidades dos passageiros”, ressalta a empresa em comunicado. Conforme explica, a CP — Comboios de Portugal passa a ser classificada como entidade de mercado para fins estatísticos em decorrência da aplicação das regras europeias do sistema de contas nacionais, definidas pelo Eurostat, segundo as quais uma entidade é considerada mercantil quando cobre a maioria de seus custos por meio de receitas próprias. Com essa reclassificação, as contas da CP deixam de ser consolidadas no Setor das Administrações Públicas e deixa de contar diretamente para o déficit público”. De acordo com a operadora, esse novo arcabouço jurídico institucional permite “reduzir a aplicação de regras orçamentárias mais estritas, reforçando sua autonomia financeira e de gestão”. “Representa uma adaptação do modelo organizacional da CP a uma lógica mais próxima da gestão empresarial, conferindo maior autonomia e agilidade na tomada de decisões”, enfatiza. Concretamente, a empresa destaca que, com a liberalização do setor ferroviário, terá “melhores condições para trabalhar em mercados competitivos, nomeadamente no serviço de alta velocidade”. Ainda destacado pela operadora ferroviária é o fato de que a saída do perímetro do Estado se traduz em um “reforço da responsabilidade da gestão da CP e um sinal de confiança na maturidade e na capacidade da empresa de operar em um modelo mais moderno, eficiente e alinhado com a evolução do setor ferroviário, inclusive em contexto europeu”. “Corresponde a uma evolução do quadro institucional da empresa, sem colocar em risco sua natureza de operador público ferroviário ou o compromisso do Estado com a mobilidade dos cidadãos e a coesão territorial”, precisa. representando simultaneamente maior responsabilidade para continuarmos a garantir, com rigor e compromisso, a sustentabilidade futura da CP”, sustenta o presidente do Conselho de Administração da CP, Pedro Moreira, citado no comunicado, salientando que a empresa tem conseguido atingir resultados positivos nos últimos anos. Leia Também: Autoridades europeias defendem seguro comum para riscos de catástrofes na UE

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