PR Considera “Corajosa” Liquidação Antecipada de 701,4 M$ ao
advertisemen tO presidente da República, Daniel Chapo, classificou, nesta quinta-feira, 9 de abril, como “corajosa” a decisão de quitar total e antecipadamente a dívida de 701,4 milhões de dólares com o Fundo Monetário Internacional (FMI), garantindo que demonstra a “responsabilidade” de Moçambique. Segundo publicação da Lusa, Chapo confirmou que o pagamento “antecipado” e na “totalidade” foi feito usando reservas internacionais, durante seu discurso na abertura da quinta sessão ordinária do Comitê Central da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo, o partido no poder), partido que preside. “Esta decisão corajosa deve ser vista sob uma perspectiva positiva e estratégica, como um sinal inequívoco da responsabilidade macroeconômica de Moçambique e do seu compromisso de reforçar a estabilidade internacional. E porque, igualmente, a dignidade de um povo não tem preço”, disse o PR. “Por isso, continuaremos adotando medidas que estimulem a produção interna e atraiam mais investimentos, promovendo um ambiente de negócios mais favorável e uma economia cada vez mais competitiva”, acrescentou, ressaltando a vontade do governo de avançar com um novo programa de apoio do FMI, que está em negociação desde 2025. “Reafirmamos nossa vontade de fortalecer nossa parceria estratégica com o FMI e outros parceiros bilaterais e multilaterais, em uma base mutuamente benéfica e com respeito mútuo entre as partes”, frisou Chapo. As Reservas Internacionais Líquidas (RIL) dispararam em fevereiro, para um novo recorde, de US$ 4,2 bilhões, antes de o governo usá-las, em março passado, para saldar a dívida com o FMI. Essas reservas – moeda estrangeira necessária para importar bens e serviços – recuaram 1% em setembro do ano passado, segundo dados de um relatório estatístico do Banco de Moçambique (BdM), atingindo US$ 3,9 bilhões, mesmo valor registrado em outubro, após o máximo anterior de US$ 4 bilhões em agosto. De dezembro para janeiro deste ano, (as reservas) subiram quase 1% a mais, conforme o histórico do relatório, garantindo mais de quatro meses de necessidades de importações de bens e serviços, e novamente em fevereiro, para um novo recorde. Na terça-feira (7), a ministra da Fazenda, Carla Loveira, garantiu que a decisão de quitar a dívida com o FMI não compromete as instituições do Estado. “Nós pagamos o serviço da dívida que temos com o FMI usando RIL do País”. O Ministério das Finanças confirmou, nesta quinta-feira (2), que fez uma “amortização integral e antecipada” de 701,4 milhões de dólares junto ao FMI, liquidando financiamentos contraídos no âmbito do Fundo para a Redução da Pobreza e o Crescimento (PRGT) Loveira explicou que os fundos utilizados para o reembolso integral e antecipado de 701,4 milhões de dólares ao FMI “são recursos financeiros que o País já detém” e que não há necessidade de proceder a uma “alteração orçamental para esse efeito”. Segundo a responsável, não há risco de comprometer o funcionamento das instituições estatais com o pagamento da dívida: “uma vez que não foi realizado com recurso ao orçamento do Estado”. O Ministério das Finanças confirmou, na quinta-feira (2), que fez uma “amortização integral e antecipada” de 701,4 milhões de dólares junto ao FMI, liquidando financiamentos contraídos no âmbito do Fundo para a Redução da Pobreza e o Crescimento (PRGT). Em comunicado, o órgão disse ter realizado o “reembolso antecipado da totalidade das obrigações” de Moçambique associadas ao programa PRGT do FMI no valor total de 698,5 milhões de dólares. Os empresários moçambicanos consideram que a liquidação de toda a dívida de Moçambique junto ao FMI contribui para a consolidação da confiança dos parceiros externos e criação de condições para o aprofundamento da cooperação econômica e financeira, mas alertam que a estabilidade macroeconômica deve ser acompanhada por “medidas internas consistentes, que promovam um crescimento inclusivo e sustentável”.advertisement



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