Crise do preço dos fertilizantes deve ter resposta no “plano

O plano da Comissão Europeia é bem-vindo, disse José Manuel Fernandes, em declarações aos jornalistas à margem da reunião do Conselho de ministros da Agricultura da UE, destacando a importância de ser “um plano europeu”, e “desafios europeus precisam de soluções europeias”. O ministro lembrou que o valor previsto na reserva de crises é de 200 milhões de euros, a ser dividido pelos 27 em uma chave de partição ainda não divulgada. Nesse sentido, Portugal defende que sejam mobilizadas “as centenas de milhões de euros” disponíveis em fundos para a agricultura e que alguns Estados-membros não utilizaram. José Manuel Fernandes defendeu ainda o investimento em pesquisa, no âmbito de uma maior autonomia europeia na produção de adubos, exemplificando com a reconversão de algas, incluindo as invasoras, para produzir fertilizantes, podendo ainda ser transformados “os efluente pecuários”, numa economia circular, desde que sejam alteradas diretivas pela UE. A guerra lançada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã – que fechou o estreito de Ormuz à navegação comercial – fez disparar os preços dos fertilizantes, que segundo dados do serviço estatístico da UE, o Eurostat, vêm se agravando ao longo de 2025, sendo que no último trimestre desse ano aumentaram 8% em relação ao mesmo período do ano passado. A UE suspendeu por um ano as tarifas sobre importações dos principais fertilizantes à base de nitrogênio usados na produção agrícola e matérias-primas para fertilizantes, como ureia e amônia. Leia Também: BCE diz que banco da zona do euro tem exposição limitada a crédito privado



Publicar comentário