Deco alerta para impacto da alta das taxas Selic já no

“Apesar de o Banco Central Europeu (BCE) ter optado por manter as taxas diretoras, adotando uma postura cautelosa diante da incerteza econômica decorrente da guerra no Oriente Médio, os mercados já estão reagindo ao aumento da inflação”, apontou a Deco Proteste em comunicado divulgado hoje. A Deco Proteste regista que as taxas Euribor utilizadas como indexante na maioria dos contratos de crédito à habitação com taxa variável em Portugal “já inverteram a tendência de descida das últimas semanas e iniciaram a subida que se tem intensificado nos últimos dias”. A associação aponta que a Euribor a seis meses, índice mais usado no crédito imobiliário, já subiu quase 8,5% desde o início da guerra no Oriente Médio, enquanto na Euribor a 12 meses a alta foi de 14%. “Se essa tendência se mantiver até o fim do mês, as médias da Selic em março devem aumentar em 5,6% e 13,7%, respectivamente, podendo esta última superar 2,5%”, alerta. A partir de hoje, e desde o início do mês, o valor médio da Euribor a 12 meses é de 2,415%, contra o valor médio de 2,221% ao longo de fevereiro. A Deco Proteste alerta que uma família com um crédito imobiliário de 150 mil euros a 30 anos, com um ‘spread’ de 1% e indexado à Euribor a seis meses, “poderá vir a pagar mais 13 euros por mês, pelo menos”. A associação estima ainda que os consumidores podem ter que pagar mais 24 milhões de euros nos próximos seis meses devido à alta de juros. Nesse sentido, a Deco Proteste recomenda aos consumidores que “antecipem possíveis aumentos e ajam já”. “Este é o momento certo para rever as condições do contrato de crédito imobiliário, comparar com as propostas disponíveis atualmente no mercado e avaliar alternativas que possam reduzir o impacto da alta dos juros”, sugere a associação. Especificamente, a associação destaca a possibilidade de uma taxa mista de curto prazo, de até dois anos, que “pode ser uma solução para quem pretende se proteger de oscilações mais acentuadas da Euribor no curto prazo”. Leia Também: Selic cai a três e 12 meses e sobe a seis meses



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