“Desapareceu uma das maiores referências do empresariado

"Desapareceu uma das maiores referências do empresariado

“Com o falecimento do Dr. Francisco Pinto Balsemão desapareceu uma das maiores referências do empresariado português”, referiu a AIP, numa nota de pesar do fundador do grupo Impresa, dona da SIC e do Expresso, entre outros títulos. “A sua intervenção cívica e pública caracterizou-se pela defesa intransigente da iniciativa privada e da democracia liberal”, recordou a associação, sublinhando que Francisco Pinto Balsemão “é uma das personagens incontornáveis ​​na história política e empresarial do país”. A associação realçou “também o empenho e o compromisso que o grupo Impresa sempre manifestou pelo associativismo empresarial fazendo há muitos anos parte da Direção da AIP”. Os órgãos sociais da Associação Industrial Portuguesa “manifestam à sua família o profundo pesar”. O Conselho de Ministros aprovou hoje o decreto de luto nacional de dois dias pela sua morte, hoje e quinta-feira. O velório realiza-se hoje às 18:30 no Mosteiro dos Jerónimos e a missa realiza-se na quinta-feira às 13:00, sendo presidida por D. Manuel Clemente. Balsemão foi uma personalidade incontornável da história dos media em Portugal, um jornalista que nunca deixou de ser político, tendo como fio condutor a luta pela liberdade de expressão e o direito a informar. Fundador do semanário Expresso, ainda durante a ditadura (1973), e da SIC, a primeira televisão privada em Portugal, morreu na terça-feira aos 88 anos, de causas naturais. Em 1974, após o 25 de Abril, fundou, com Francisco Sá Carneiro e Magalhães Mota, o Partido Popular Democrático (PPD), mais tarde Partido Social Democrata PSD. Chefiou dois governos depois da morte de Sá Carneiro, entre 1981 e 1983, e foi, até agora, membro do Conselho de Estado, órgão de consulta do Presidente da República. Leia Também: Portugal “deve muito a Pinto Balsemão”. As palavras de Aguiar-Branco

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