“Dinâmica sólida” da economia apresenta baixo risco para

"Dinâmica sólida" da economia apresenta baixo risco para

Divulgado hoje pela Allianz Trade, o “Country Risk Atlas 2026” avalia as perspectivas econômicas, os riscos e as oportunidades de 83 países que, juntos, representam cerca de 94% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, com as respectivas classificações atualizadas trimestralmente com base em dados próprios e nos mais recentes desenvolvimentos econômicos. Apesar das “fortes tensões comerciais e das múltiplas camadas de risco”, a Allianz Trade melhorou nesta terceira edição do estudo a classificação de risco de 36 países — entre elas Argentina, Equador, Hungria, Itália, Espanha, Turquia e Vietnã -, com quase o dobro de classificações sendo revisadas para cima em relação às revistas em baixa. Embora apenas 14 países tenham visto suas respectivas classificações de risco caírem, o fato é que esse número triplicou em relação às cinco quedas de 2024, aparecendo entre as revisões para baixo algumas economias-chave como França, Bélgica e EUA, sinalizando “riscos persistentes e significativos de médio prazo para as empresas”. Em relação a Portugal, o relatório destaca que o país mantém uma trajetória de crescimento acima da zona do Euro, sustentada pela demanda interna e pelo impulso do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), embora aponte a pressão associada ao agravamento do déficit comercial. “A demanda externa líquida teve um impacto mais negativo no PIB, uma vez que as exportações de bens e serviços desaceleraram mais acentuadamente do que as importações”, nota. Apesar da deterioração da balança comercial, cujo déficit ser terá agravado em 3.700 milhões de euros, atingindo 32.100 milhões de euros, segundo os dados preliminares disponíveis, a Allianz Trade considera que o desempenho comercial de Portugal se manteve “relativamente robusto num contexto de tensões persistentes no comércio mundial”. O relatório destaca que a economia portuguesa deverá continuar a beneficiar dos fluxos finais do Next Generation EU (NGEU) ao longo de 2026-2027, devendo ainda receber cerca de um terço das subvenções atribuídas e quase 40% dos empréstimos, de um envelope total de 22.000 milhões de euros, fundos estes que “deverão continuar a apoiar o investimento e a reforçar a dinâmica económica”. “Após um fim de 2025 acima do esperado (+0,8% em cadeia no quarto trimestre), a economia entra em 2026 com impulso mais sólido”, aponta a Allianz Trade, considerando que “esse quadro abre a possibilidade de o crescimento superar as projeções atuais de +1,9% para 2026 e +1,6% para 2027”. Segundo o relatório, a melhora do risco global dos países em 2025, apesar das “fortes tensões comerciais” e dos riscos político, geopolítico e fiscal que marcaram o ano, evidencia “os mecanismos de adaptação fiscal, fiscal, monetária e comercial que tendem a surgir em contextos de alta incerteza”. “Em 2025, as revisões em alta foram impulsionadas sobretudo por fundamentos macroeconômicos mais sólidos, apoiados por politicas fiscais e monetárias mais acomodatícias”, explica. Segundo o estudo, em diversos mercados emergentes as melhores condições de financiamento, valorização das moedas locais preços mais altos das matérias-primas permitiram aliviar as restrições à transferência e conversibilidade, uma dimensão fundamental do risco político. Já entre as economias de alta renda, maior estabilidade política, desinflação e melhor desempenho comercial reforçaram a resiliência na Europa (notadamente na Alemanha, Grécia, Itália e Espanha) e na região Ásia-Pacífico (incluindo Coreia do Sul e Vietnã). Ressaltando que a economia global “está passando por um dos períodos mais turbulentos das últimas décadas, com uma convergência de choques e mudanças estruturais como Inteligência Artificial, demografia, mudanças climáticas, comércio e regulamentação”, o estudo adverte que “a incerteza permanece alta e as empresas devem adotar uma abordagem seletiva, país por país, para que possam expandir seus negócios e, ao mesmo tempo, proteger seus ativos”. Leia Também: ULS garante que Penamacor não perde serviços de atenção primária

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