Dívida pública abaixo de 90% do PIB dá “efeito psicológico”

Dívida pública abaixo de 90% do PIB dá "efeito psicológico"

“Essa redução do rácio da dívida pública tem, desde logo, a partir do momento em que conseguimos baixar a fasquia dos 90%, um efeito psicológico, até, e tem um efeito para os mercados”, disse Nazaré Costa Cabral num painel na conferência Banking on Change, em Lisboa. No final do último trimestre de 2025, a dívida pública representava 89,6% do PIB, segundo dados do Banco de Portugal (BdP), o valor mais baixo desde 2009. Na conferência, a presidente do CFP considerou que essa redução é “um sinal importante que se dá para os mercados”. “Basta ver quais são as notas da nossa dívida pública, a forma como elas têm melhorado”, ressaltou. Nesse sentido, enalteceu que a melhoria dessas notas favorece a confiança de investidores e financiadores. “Há melhores condições de financiamento. Não apenas do setor público, mas também do setor privado porque, na verdade, o prêmio de risco implícito acaba favorecendo também o setor privado”, acrescentou. Nazaré Costa Cabral ressaltou que as grandes exigências para o crescimento econômico do país são as exigências de investimento. “É evidente que para isso precisamos contar com boas condições de financiamento, e os avanços que foram feitos abrem aqui uma janela de oportunidade em termos de investimento –seja público ou privado”, disse. Ainda assim, enfatizou que tem de ser investimento “bem feito”, dada a limitada margem fiscal. “Tem que ser um investimento bem feito, bem pensado, não é qualquer investimento público. Temos que ser muito exigentes — até porque a margem fiscal é estreita — para ter um investimento público bem desenhado, bem pensado, para que os contribuintes saibam exatamente que estão financiando gastos que vão ser úteis para o futuro”, ressaltou. Leia Também: Comissão Europeia condena participação da Rússia na Bienal de Arte de Veneza

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