Dívida Pública Subiu Quase 5% e Ultrapassou os 14 MM€ em

Dívida Pública Subiu Quase 5% e Ultrapassou os 14 MM€ em

A dívida pública subiu quase 5% em 2025, na comparação com o ano anterior, fechando em 14,5 bilhões de euros, informou a Lusa, nesta sexta-feira, 6 de março, citando dados do Ministério das Finanças. De acordo com os dados sobre a execução orçamentária, esse volume, que compara com 13,8 bilhões de euros em 31 de dezembro de 2024, dividia-se no final de 2025 em 8,2 bilhões de euros de dívida externa e 6,2 bilhões de euros de endividamento interno. Inclui-se no endividamento interno 1,2 milhão de euros de financiamento ao Estado pelo Banco de Moçambique (BdM), que compara com o volume de 884 milhões de euros concedidos até 31 de Dezembro de 2024, de acordo com o histórico disponibilizado pelo Ministério das Finanças. Só em encargos da dívida, o Estado pagou em 2025 quase 708,2 milhões de euros, representando 89,1% do orçamento anual e um decréscimo de 19% em relação a 2024, diz o documento do Ministério das Finanças. Desse total, os juros internos corresponderam a R$ 540,2 milhões e os juros relativos a financiamentos externos também atingiram no ano passado R$ 166,2 milhões. O documento também diz que entre as despesas de funcionamento do Estado em 2025, os encargos com a dívida representaram 15,2%, do total. Na recente avaliação regular sobre o País, concluída neste mês, o Fundo Monetário Internacional (FMI) voltou a insistir na “insustentabilidade” da dívida pública de Moçambique. “A dívida externa de Moçambique é avaliada como de alto risco de insolvência, enquanto a (dívida) global é avaliada como em situação crítica. A dívida é atualmente considerada insustentável, principalmente devido à inviabilidade política de um ajuste abrangente que poderia potencialmente salvaguardar a sustentabilidade da mesma”, aponta o FMI, nessa avaliação, reconhecendo igualmente que “riscos adicionais para a deterioração da trajectória da dívida” incluem a “contracção (de dívida) não concessional em condições desfavoráveis” ou eventuais novos atrasos na retoma dos megaprojetos de gás natural liquefeito (GNL). Para o FMI, é necessária uma “estratégia abrangente e coordenada” para “reduzir os desequilíbrios macroeconômicos e ajudar a restaurar a sustentabilidade da dívida”, nomeadamente através da “consolidação fiscal por meio da contenção da folha de pagamento”, bem como com medidas do lado da receita. “É fundamental para restaurar a estabilidade, ao mesmo tempo em que cria espaço fiscal para o desenvolvimento e redes de segurança para os mais vulneráveis. A gestão voluntária de passivos baseada no mercado também pode ser necessária para lidar com as severas pressões de financiamento de curto prazo”, argumenta o FMI, no mesmo relatório.

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