Do gás aos combustíveis (passando pelo freio aos preços), o

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou na quarta-feira uma comparticipação de 25 euros na botija de gás solidária e um mecanismo de desconto adicional no gasóleo profissional para os próximos três meses face ao impacto da guerra no Médio Oriente – mas há mais. Luís Montenegro falava no debate quinzenal na Assembleia da República onde anunciou que o Conselho de Ministros aprovará esta quinta-feira medidas sobre “limitação de preços em situação de crise energética” e “de proteção de consumidores vulneráveis com garantia de fornecimento mínimo”. O primeiro-ministro assegurou que “o Governo é sensível ao impacto do aumento dos combustíveis na vida dos portugueses” e vai acompanhar a evolução da situação internacional. Aumento da coparticipação na botija de gás “É com esse espírito que anuncio aqui a decisão que tomamos de, em primeiro lugar, aumentar a comparticipação para 25 euros na botija de gás solidária para os próximos três meses”, disse. Atualmente, esse apoio era de 15 euros e a ministra do Ambiente já havia admitido essa possibilidade. Entre as possíveis ajudas imediatas em Portugal, face aos aumentos dos preços do gás, a ministra do Ambiente exemplificou com o programa da Bilha Solidária: “É muito fácil, é uma portaria minha, que pode passar a 20 (euros), por exemplo”. Notícias ao Minuto | 13:42 – 17/03/2026 Desconto para o diesel profissional Em segundo lugar, disse Montenegro, o Governo vai introduzir “um mecanismo extraordinário para o diesel profissional, para as empresas de passageiros e mercadorias, que corresponderá a um desconto adicional sob forma de reembolso de 10 centavos por litro até 15 mil litros por veículo e também para os próximos três meses”. O primeiro-ministro também esclareceu que essa medida inclui bombeiros e táxis e recusou uma suspensão da taxa de carbono. Freio aos preços a caminho Montenegro disse que o governo também vai apresentar, “em terceiro e quarto lugar, de forma permanente, legislação que já estava sendo preparada e que também tem aplicabilidade nessas circunstâncias”, disse. Segundo Montenegro, essa legislação, a ser aprovada nesta quinta-feira, será sobre “limitação de preços em situação de crise energética” e “proteção de consumidores vulneráveis com garantia de fornecimento mínimo”. “No futuro, atualizaremos na medida do necessário as respostas do Estado, se constatarmos que há efeitos estruturais na evolução da situação”, assegurou. O primeiro-ministro também deixou um ponto de situação sobre a resposta aos efeitos das tempestades que atingiram o país em dezembro, bem como sobre o programa de recuperação lançado pelo executivo, o PTRR. “Estão em execução os apoios prontamente aprovados e em curso a auscultação nacional sobre o PTRR, que será apresentada em abril, com o objetivo de reconstruir melhor e transformar Portugal com ambição”, disse. Segundo Montenegro, “o crescimento econômico sustentado e a gestão virtuosa das finanças públicas dos últimos dois anos” permitem encarar “com margem e confiança o impacto dessas duas crises imprevisíveis”. “Não podemos é abrir mão da prudência e cair na tentação de querer agradar sempre a tudo e a todos, com medidas insustentáveis e desequilibradas. Seria uma irresponsabilidade”, avisou. Leia Também: Montenegro esclarece: Desconto no diesel abrange bombeiros e táxis



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