Economia venezuelana cresce 2,51% mas atividade petrolífera

O produto interno bruto (PIB) não petrolífero cresceu 3,11%, divulgou ainda o Banco Central da Venezuela (BCV) na quarta-feira.
Os primeiros três meses do ano no país sul-americano foram marcados por reformas e uma abertura ao investimento privado e estrangeiro, impulsionadas pelo Governo da presidente interina, Delcy Rodríguez, num contexto de aproximação com os Estados Unidos, que capturaram em Caracas em janeiro último o ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro.
Durante o período em análise, ressurgiram também protestos sociais, com manifestações de diversos setores para exigir, principalmente, melhorias salariais, após quatro anos sem um aumento do salário mínimo – que hoje equivale a 24 cêntimos de dólar (20,6 cêntimos de euros) por mês – bem como para reclamar a libertação de todos os presos políticos, entre outras reivindicações.
Os trabalhadores afirmam que a crise salarial persiste, apesar do aumento para 240 dólares (206 euros) anunciado recentemente pela dirigente venezuelana, um rendimento composto por dois bónus que não têm incidência nos benefícios laborais e que os funcionários públicos recebem em bolívares, moeda venezuelana, à taxa oficial do dia.
Segundo o BCV, os setores que mais cresceram foram as atividades financeiras e de seguros e o comércio e reparação de veículos, com aumentos de 13,46% e 8,67%, respetivamente.
Em contrapartida, a construção registou uma contração de 18,3% e a eletricidade e água, de 0,99%, indicou o organismo emissor.
Por outro lado, o setor público registou uma queda de 0,68% e o privado cresceu 3,52%.
Em março, o banco central informou que a economia venezuelana cresceu 8,66% em 2025, em relação a 2024, após registar um aumento do produto interno bruto (PIB) de 7% no quarto trimestre do ano passado.
De acordo com um relatório divulgado no mês passado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a economia venezuelana vai crescer 7,4% em 2026 em relação ao ano passado, enquanto a inflação vai alcançar 271,6%.
A agência da ONU prevê que a atividade petrolífera cresça 11,5%, com uma produção de crude de até 1,211 milhões de barris por dia (bpd), um aumento de 12% em comparação com a do ano passado, que atingiu uma média de 1,081 bpd, de acordo com dados oficiais.
Entretanto, estima-se um crescimento do PIB não petrolífero de 6,9%.
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