Empresa de transporte Cosco suspende novas reservas no Golfo

Empresa de transporte Cosco suspende novas reservas no Golfo

Em aviso enviado aos clientes, a empresa indicou que suspende todas as novas contratações de transporte de portos globais para os Emirados Árabes Unidos — com exceção de Fujairah e Khor Fakkan –, Catar, Bahrein, Iraque, Arábia Saudita — exceto Jidá — e Kuwait, bem como no sentido inverso, até novo aviso e em função da evolução dos riscos. A Cosco explicou que a decisão é resultado de sua “última avaliação de risco” diante das restrições ao tráfego marítimo na região e acrescentou que analisará caso a caso a gestão da carga já embarcada, incluindo a possível identificação de portos alternativos de descarga. A medida representa um passo a mais diante do aviso emitido em 1º de março, quando a empresa informou que estava reorganizando as rotas de seus navios no Golfo e privilegiando águas consideradas mais seguras, sem então anunciar uma suspensão formal das operações. A tensão em torno do estreito de Ormuz, um dos principais pontos estratégicos do transporte energético mundial por onde passa cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) comercializados globalmente, se intensificou após ameaças de autoridades iranianas de impedir a passagem de navios. Os Estados Unidos indicaram que poderão escoltar petroleiros na região “se necessário”. O anúncio vem depois de o Irã ter advertido que o trânsito no estreito de Ormuz deixou de ser seguro devido ao conflito desencadeado após os ataques lançados em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel contra a república islâmica. A advertência iraniana e o aumento do risco levaram efetivamente à suspensão ou desvio de rotas por algumas das maiores companhias marítimas do mundo, como a Maersk e a Mediterranean Shipping Company (MSC). Na segunda-feira, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês Mao Ning advertiu que o Estreito de Ormuz é um “canal internacional importante para o comércio de bens e energia” e ressaltou que preservar sua segurança corresponde aos “interesses comuns da comunidade internacional”. Leia Também: Quinto dia de ofensiva no Irã: Fique por dentro dos últimos desdobramentos

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