Empresas com autonomia financeira em máximos no fim de 2025

Empresas com autonomia financeira em máximos no fim de 2025

Os dados das estatísticas das empresas da central de balanços do quarto trimestre do ano passado foram divulgados hoje e apontam que a autonomia financeira, medida pelo peso do patrimônio líquido no ativo total, subiu até 46%, 0,8 ponto percentual a mais que no mesmo período do ano passado. Esse também é o maior valor desse indicador desde o início da série, em 2006. Segundo o Banco de Portugal (BdP), esse valor “decorreu, essencialmente, da incorporação dos resultados do ano corrente no patrimônio líquido das empresas”. A autonomia financeira nas empresas privadas era de 46,3%, em aumento homólogo de também 0,8 ponto percentual (pp), tendo crescido na maioria dos setores, com exceção de energia elétrica, gás e água (-0,3 pp) e transporte e armazenagem (-0,2 pp). As maiores altas ocorreram no comércio (1,3 pp) e em outros serviços (1,1 pp). No caso do setor de energia elétrica, gás e água, a alta “resultou de um aumento do ativo superior ao crescimento do patrimônio líquido, associado principalmente ao impacto das operações de gestão de tesouraria entre empresas do grupo”. Entre as pequenas e médias empresas, a autonomia financeira cresceu de 45,3% para 46,3% e nas grandes empresas de 41,5% para 41,8%. Já nas empresas públicas, a alta foi de 36,5% para 36,8%. Já a rentabilidade das empresas ficou no período em 9,3%, valor equivalente ao registrado no mesmo período de 2024 e acima dos 9,2% do trimestre anterior. A rentabilidade das empresas é medida pelo rácio entre os resultados antes de amortizações, depreciações, juros e impostos (EBITDA) e o total do ativo, explica o BdP nas estatísticas das empresas da central de balanços. Apenas nas empresas privadas, também se manteve em 9,4%, apesar de terem sido verificadas evoluções distintas entre os setores. A rentabilidade do ativo diminuiu em relação ao mesmo período do ano passado nos setores de transporte e armazenagem e na indústria em 0,9 pp e 0,7 pp, nos dois casos por diminuições no EBITDA. No caso de transporte e armazenagem, ainda houve aumento do ativo. A rentabilidade das empresas públicas foi positiva em 6,8%, acelerando 0,3 pp em relação aos mesmos três meses de 2024. Por sua vez, o custo dos financiamentos obtidos recuou de 4,9% nos últimos três meses de 2024 para 4,4% no mesmo período de 2025. “Essa redução refletiu a tendência de queda dos juros, iniciada em meados de 2024, e foi transversal a todos os setores de atividade e classes de dimensão”, explica o banco central. Por fim, a cobertura dos gastos de financiamento das empresas (que quantifica o número de vezes que o EBITDA gerado pelas empresas é maior que seus gastos de financiamento) subiu de 7,0 para 7,9 no último trimestre de 2025. O BdP aponta que essa alta refletiu a redução dos gastos de financiamento e o incremento do EBITDA, tendo sido transversal a todos os setores de atividade e tamanhos. Leia também: Montenegro apareceu sem cinto de segurança no dia em que MAI fez “apelo”

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