Empresas portuguesas deveriam olhar para Angola de forma mais

Em discurso em painel na Conferência Negócios Radar África, promovida pelo Jornal de Negócios, o responsável sinalizou que a empresa mantém e reforça a confiança no mercado angolano, apontando que sinal disso é o investimento que estão disponíveis a fazer no concurso para a privatização do novo aeroporto internacional de Luanda, do qual saíram vencedores. “Estamos em fase de negociação do contrato e esperamos a assinatura dentro das próximas semanas”, disse o presidente executivo (CEO). Questionado sobre o investimento das empresas portuguesas em Angola, Mota Santos considerou que este “não é um mercado oportunístico, é de longo prazo em que tem que haver apostas, investimento de capital, formação de pessoas”. “Qualquer abordagem a Angola numa abordagem casuística ou de que é só para alguns anos é errada”, defendeu o responsável, acrescentando que no setor das infraestruturas, a “internacionalização tem de ser vista de forma estruturante com plano de negócios e financiamento”. Assim, as empresas portuguesas, nomeadamente de infraestrutura, mas também de setores como agroalimentar, industrial, medicamentos, serviços “deveriam olhar para Angola de forma mais estrutural e de longo prazo”. Para Mota Santos, há “todo um potencial de atividades que são necessárias em Angola e é um país que tem um potencial brutal para investimento”, e a Mota-Engil também vem investindo fora do setor tradicional, por exemplo em Cabinda na área agrícola de cacau e caju, mas também em créditos de carbono. O CEO da Delta Cafés, Rui Miguel Nabeiro, também presente neste painel, defendeu igualmente que Angola “tem um potencial muito grande”, nomeadamente com um olhar de longo prazo. Para o responsável, “se é verdade que Portugal será uma porta de entrada de empresas angolanas na Europa, o contrário também” se verifica, sendo que Angola é um ‘hub’ para poder exportar para outros mercados na África. Leia Também: Cerca de 50 mil sírios voltaram ao país vindos do Líbano



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