Endividamento da economia acelera para 868,1 mil milhões até

Em março de 2026, o endividamento do setor não financeiro (administrações públicas, empresas e particulares) aumentou 5,4 bilhões de euros, para 868,1 bilhões de euros, divulgou o Banco de Portugal (BdP), nesta segunda-feira. “Deste total, 489,3 mil milhões de euros respeitavam ao setor privado (empresas privadas e particulares) e 378,8 mil milhões de euros ao setor público (administrações públicas e empresas públicas)”, pode ler-se no comunicado divulgado pelo supervisor da banca. O endividamento do setor público subiu 1,7 bilhão de euros, segundo o BdP, que explica: “Este acréscimo ocorreu, sobretudo, perante o setor financeiro (+2,0 mil milhões de euros), devido ao investimento em títulos de dívida pública pelos bancos (+1,9 mil milhões de euros), e perante as administrações públicas (+1,2 mil milhões de euros), por via do aumento das responsabilidades em depósitos junto do Tesouro (+0,6 mil milhões de euros) e dos títulos de dívida em carteira deste setor (+0,4 bilhão de euros)”. “Verificou-se, também, um aumento do endividamento do setor público junto das empresas (+0,2 mil milhões de euros) e dos particulares (+0,1 mil milhões de euros). Em sentido inverso, o endividamento reduziu-se perante o exterior (-1,8 mil milhões de euros), em resultado do vencimento de bilhetes do tesouro”, acrescenta. O número de famílias nos dois níveis mais altos do Imposto de Renda aumentou em 2024, mas, enquanto os rendimentos do topo crescem em dois dígitos, a base da pirâmide mostrou sinais de erosão, segundo dados da Receita Federal. Notícias ao Minuto | 11:08 – 25/05/2026 Por outro lado, o endividamento do setor privado aumentou 3,8 bilhões de euros: “O endividamento dos indivíduos subiu 1,6 bilhão de euros, essencialmente perante os bancos, por meio do crédito imobiliário (+1,2 bilhão de euros)”. “Por sua vez, o endividamento das empresas privadas aumentou 2,2 mil milhões de euros, refletindo, principalmente, o incremento do financiamento obtido junto do setor financeiro (+1,6 mil milhões de euros) e do exterior (+0,6 mil milhões de euros). Em ambos os casos, as empresas financiaram-se por via de empréstimos e de títulos de dívida”, pode ler-se. Em março de 2026, o endividamento das empresas privadas cresceu 3,5% em relação ao mesmo mês do ano anterior, valor superior ao observado em fevereiro (3,1%). O endividamento das pessoas físicas subiu 8,7% em relação ao mesmo período do ano passado, 0,1 ponto percentual (pp) a mais que em fevereiro. De sublinhar que o “endividamento do setor não financeiro permite medir as responsabilidades financeiras das entidades do setor não financeiro perante todos os setores da economia e o exterior, sob a forma de empréstimos, títulos de dívida e créditos comerciais”, explica o Banco de Portugal. (Notícia atualizada às 11h13) Leia Também: Número aumentou: Quantas famílias ganham mais de R$ 100 mil por ano?



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