Autoridades Emitem Alerta Face ao Aumento Dos Caudais Nos

Autoridades Emitem Alerta Face ao Aumento Dos Caudais Nos

advertisement A Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos (DNGRH) alertou, nesta terça-feira (27), para o aumento dos níveis de água nos países vizinhos, com efeitos nos próximos três dias, numa altura em que Moçambique ainda regista cheias, sobretudo na região Sul. “A bacia hidrográfica do rio Limpopo registou, na estação a montante, em Beith Bridge, África do Sul, um caudal na ordem de 1900 metros cúbicos por segundo, o qual poderá influenciar na subida do nível hidrométrico em Chókwè e Xai-Xai, província de Gaza, uma das zonas mais afectadas pelas cheias das últimas semanas”, descreveu a entidade por meio de um comunicado. No documento citado pela Lusa, a instituição referiu igualmente que a bacia hidrográfica do rio Save, na estação de Massagena, também em Gaza, regista um aumento de volume de escoamento na região de montante, no vizinho Zimbabué. “Este cenário poderá influenciar a subida do nível no território nacional, com impactos moderados nos assentamentos populacionais e áreas agrícolas localizadas nas zonas baixas e ribeirinhas dos distritos de Machanga e Nova Mambone daqui a três dias”, concluiu. Dados actualizados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) indicam que, desde o início da época chuvosa, em Outubro, foram afectadas 779 528 pessoas em todo o País, com registo de 131 mortos e 144 feridos. Só nas últimas semanas, as inundações afectaram directamente 652 189 pessoas, com mais de 150 mil casas inundadas, 767 destruídas e cerca de 230 unidades sanitárias e 360 ​​escolas danificadas. Em menos de 20 dias, as cheias deixaram ainda 45 feridos e quatro desaparecidos, além de centenas de famílias sitiadas em várias zonas do sul do País, aguardando operações de resgate. Face à gravidade da situação, o Governo decretou o alerta vermelho nacional em meados de Janeiro. União Europeia, Estados Unidos da América, Portugal, Noruega, Japão e África Austral já anunciaram e enviaram ajuda humanitária de emergência. Nos finais do ano passado, o Executivo aprovou o plano de contingência nacional para a época chuvosa 2025-26 avaliado em 14 mil milhões de meticais. No entanto, admitiu dispor apenas de 6 mil milhões de meticais da verba necessária. Moçambique está em plena época chuvosa, um período que tem sido marcado por alertas de chuvas e ventos fortes, principalmente nas zonas Centro e Sul do País, com as autoridades a activarem acções de antecipação às cheias e inundações naquelas regiões. O País é considerado um dos mais severamente atingidos pelas alterações climáticas, enfrentando ciclicamente cheias e ciclones tropicais. Nas últimas chuvas, entre 2024-25, Moçambique foi atingido pelos ciclones Chido, Dikeledi e Jude que causaram a morte de pelo menos 313 pessoas, feriram 1255 e afectaram mais de 1,8 milhão. Os eventos extremos provocaram pelo menos 1016 mortos em Moçambique entre 2019 e 2023, afectando cerca de 4,9 milhões de pessoas, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística.advertisement

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