Escassez de moeda estrangeira é obstáculo ao crescimento dos

No relatório, apresentado hoje em Brazzaville, no encontro anual do BAD, aponta-se que “cerca de 36% dos bancos identificaram a limitada disponibilidade de divisas como a principal restrição ao crescimento do financiamento do comércio entre 2020 e 2024, em comparação com 18% no período 2015–2019”.
Para o BAD, este é o “principal entrave ao crescimento do financiamento do comércio”.
No mesmo relatório, estima-se que, até 2024, o défice de financiamento do comércio para cobrir as necessidades das empresas africanas situava-se entre os 74 e 92 mil milhões de dólares.
Ainda assim, o BAD e outras instituições financeiras de desenvolvimento “facilitaram cerca de 32 mil milhões de dólares por ano em financiamento do comércio entre 2020 e 2024, representando, em média, cerca de 3% do comércio total de mercadorias de África no mesmo período”.
O BAD avisou, contudo, que o comércio no continente “continua insuficientemente servido pelos bancos comerciais”, até porque, entre 2020 e 2024, “os bancos comerciais intermediaram, em média, 23% do comércio total de África, abaixo dos 40% registados no período 2011–2019”.
Apesar disso, os bancos comerciais regionais africanos estão a desempenhar um papel cada vez mais relevante como bancos correspondentes ao serviço dos bancos emissores em África.
O relatório foi apresentado no encontro anual do Grupo BAD, no qual representantes dos 81 países membros, incluindo chefes de Estado, ministros das Finanças, ministros do Planeamento e governadores de bancos centrais, vão analisar os progressos alcançados ao longo do último ano e os grandes desafios que se avizinham.
O lema das reuniões deste ano, que decorrem até sexta-feira na capital da República do Congo, Brazzaville, é “Mobilizar o Financiamento do Desenvolvimento de África em Grande Escala num Mundo Fragmentado”.
As reuniões deste ano estão a ser marcadas por medidas sanitárias contra o Ébola, que foram reforçadas em Brazzaville, separada da República Democrática do Congo (RDCongo) por um rio, e o próprio formato dos encontros foi alterado, com o Banco a adotar “um formato híbrido, permitindo que todos os delegados participem plenamente nos trabalhos, independentemente das condições de viagem e logísticas”.
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