Descubra Cinco Estratégias Para Proteger Grandes Empresas do

Descubra Cinco Estratégias Para Proteger Grandes Empresas do

a d v e r t i s e m e n tA modalidade de antecipação, conhecida como risco sacado, é quando o fornecedor recebe antes o pagamento dos seus produtos ou serviços vendidos. Esse adiantamento pode ser feito pela empresa contratante ou por instituições financeiras em geral, como bancos e fintechs.

Se o prazo de pagamento de uma negociação foi acordado em 30 ou 90 dias, o fornecedor pode pedir o risco sacado. Ou seja, a antecipação do seu pagamento mediante uma taxa de juros mais barata, que não impacte o negócio.

Cinco estratégias para proteger grandes empresas do risco sacado

Para empresas de grande dimensão, a operação de risco sacado representa uma forma de garantir liquidez aos fornecedores e manter a cadeia produtiva a funcionar de forma estável. No entanto, este modelo também apresenta desafios que precisam de ser geridos com atenção. Abaixo, veja cinco estratégias que ajudam grandes empresas a mitigar riscos e conduzir o processo com maior eficiência:

1. Estabelecer políticas estruturadas de análise de crédito

Antes de autorizar operações de antecipação de recebíveis, é recomendável que as empresas realizem análises de crédito completas dos fornecedores e, quando aplicável, dos compradores finais. Esta prática inclui avaliar o histórico de pagamentos, o comportamento financeiro, o “rating” de mercado e até indicadores de saúde financeira e solvência. Dessa forma, a empresa compreende melhor os riscos envolvidos e adopta critérios claros para definir que fornecedores podem participar nas operações.

2. Realizar monitorização contínua dos fornecedores

A realidade financeira de um fornecedor pode mudar ao longo do tempo. Monitorizar periodicamente dados cadastrais, níveis de incumprimento, acções judiciais e actualizações de “score” ajuda a identificar sinais de alerta de forma precoce. Esta prática permite antecipar medidas, como a revisão de limites ou a renegociação de prazos, antes que problemas mais graves afectem o fluxo de caixa.

3. Investir em plataformas de gestão de risco

Dispor de ferramentas digitais especializadas permite que grandes empresas centralizem informações financeiras, históricos de transacções, contratos e indicadores de desempenho dos parceiros de negócio. Esta visão consolidada oferece maior transparência e facilita a tomada de decisões, além de ajudar a identificar constrangimentos operacionais e potenciais riscos em tempo real.

4. Definir limites e critérios claros para antecipações

Determinar valores máximos que podem ser antecipados, bem como regras para a aprovação das operações, ajuda a evitar exposições desnecessárias. Esta política deve ser revista periodicamente, tendo em conta mudanças no mercado, novas estratégias da empresa e alterações no perfil de risco dos fornecedores.

5. Integrar os departamentos financeiros e de compras

A operação de risco sacado envolve normalmente áreas como tesouraria, crédito, compras e jurídico. Promover uma comunicação fluida entre esses sectores permite um maior alinhamento estratégico, reduz erros operacionais e melhora a rapidez na análise de novos pedidos de antecipação.

Empresas que investem nestas estratégias alcançam maior segurança nas operações de risco sacado, reduzem a probabilidade de incumprimento e fortalecem relações de longo prazo com os seus fornecedores. Além disso, constroem uma base sólida para manter a competitividade em mercados dinâmicos, preservando o fluxo de caixa e a saúde financeira do negócio.

Fonte: Serasa Experian

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