Exploração perto de Vinhais? “Vamos continuar insistindo com

Exploração perto de Vinhais? "Vamos continuar insistindo com

“Nós (Governo) vamos continuar a insistir com Espanha, porque divido distância que está o projeto, implica que pela legislação, que nós precisamos de ser ouvidos, porque há potenciais impactos devido à distância que se encontra o projeto, como acontece geralmente em caso contrário”, vincou Maria da Graça Carvalho. A governante disse que as consultas, em outros projetos, como os relacionados à água, têm funcionado bem em Portugal. “Neste projeto (mineiro), isso ainda não aconteceu e vamos continuar a insistir e perceber o que se passou, e, porque ainda não ainda aconteceu “, vincou a governante. As declarações da ministra do Ambiente e Energia foram, feira à margem de uma sessão extraordinária da Assembleia Municipal de Mogadouro, onde lhe foi entregue a Chave de Ouro desta cidade do distrito de Bragança. Questionada pelo Partido Solista em 9 de janeiro, a ministra do Ambiente e Energia deixou a garantia de que Portugal não recebeu nenhuma notificação das entidades espanholas sobre a mineração na Gudiña, localizada a dois quilômetros do município de Vinhais. A tutela disse ainda que o Governo enviou uma carta às autoridades espanholas para saber mais sobre o projeto e ressaltou que quer fazer parte do processo de avaliação de impacto ambiental. A mineração de tungstênio, a céu aberto, está prevista para começar este ano e será feita pela Tungsten San Juan, filial galega da Eurobattery Minerals. O alerta partiu do Movimento UIVO, sediado em Vinhais, que chamou a atenção para a possível contaminação do rio Rabaçal e de vários cursos de água, e ainda do impacto que a exploração poderia ter no Parque Natural de Montesinho (PNM) Em declarações à Lusa, em outubro, Sara Riso, membro desta organização, adiantou que a exploração fica a “apenas 100 metros de uma linha de água, ribeira de Pente, em Espanha, que vai confluir no rio Rabaçal, que pertence ao concelho de Vinhais”, podendo contaminar não só o rio, mas também um local de captação de água para consumo humano, que também está situado nesse rio, levando a “um problema de saúde pública”. O movimento também já havia mencionado que não foi pedida nenhuma declaração de impacto ambiental transfronteiriça, “um procedimento obrigatório sob a Convenção de Espoo, dada a proximidade dessa exploração à fronteira”. O município de Vinhais também já havia se mostrado contra a exploração, tendo enviado um documento ao Governo, em setembro, a manifestar-se, segundo avançou à Lusa, em outubro, o presidente da câmara. Na página oficial da Eurobattery Minerals, uma informação de 11 de agosto indicava que a subsidiária Tungsten San Juan já havia começado os trabalhos na mina de volfrâmio de céu aberto. Esses primeiros trabalhos visam a melhoria da infraestrutura, bem como a remoção de rejeitos e minério de tungstênio, e a produção está prevista para começar no quarto trimestre deste ano. Leia Também: Ministro do Meio Ambiente diz que era muito mais fácil fazer obras há 20 anos

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