Falta ao trabalho devido ao mau tempo é justificada e

Falta ao trabalho devido ao mau tempo é justificada e

A depressão Cláudia fez disparar o número de ocorrências em Portugal, sendo que a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) registou até às 11h00 de hoje dois mortos, cinco pessoas deslocadas de duas habitações inundadas e 918 ocorrências, enquanto 13 mil clientes continuavam sem energia elétrica. Afinal, se não conseguir ir para o seu emprego por causa de um temporal, as faltas ao trabalho são justificadas e remuneradas? De acordo com a DECO PROTeste, “os trabalhadores que sejam impedidos de chegar ao local de trabalho por causa de um temporal podem justificar a falta”. “Além disso, essa falta não pode determinar a perda de remuneração”, explica a organização de defesa do consumidor. Segundo a lei, “as faltas motivadas por factos não imputáveis ​​aos trabalhadores, por exemplo, uma cheia que impeça o acesso a transportes públicos, devem ser consideradas justificadas pelo empregador”, explica ainda a DECO PROteste. De acordo com a DECO PROteste, “cabe às autarquias zelar pelo património do seu município”, mas os “cidadãos só podem reclamar indemnização se conseguirem provar que a autarquia não zelou pelo bom estado da árvore que caiu sobre a viatura”. O seguro cobre os danos? Beatriz Vasconcelos com Lusa | 11:52 – 13/11/2025 Mau tempo provoca dois mortos, cinco deslocados e 918 ocorrências E m declarações à Lusa, José Costa, da ANEPC, afirmou que duas pessoas morreram em Fernão Ferro, no Seixal, distrito de Setúbal, devido à inundação de uma habitação, e que cinco pessoas foram deslocadas de duas habitações inundadas em Alferrarede, Abrantes. No total, até às 11h00, foram registadas em Portugal 918 ocorrências, das quais 594 foram inundações e 140 foram quedas de árvore, acrescentou. A região de Lisboa e Vale do Tejo foi a mais afetada pela depressão Cláudia, com 540 ocorrências. Na região Centro foram contabilizadas 263 ocorrências. No Norte registaram-se 66 ocorrências, no Alentejo 19 e no Algarve 31, de acordo com a ANEPC. Pelas 10h30, a E-REDES contabilizava 13 mil clientes afetados pela falha de energia elétrica, sobretudo nos distritos de Lisboa, Santarém e Setúbal, segundo fonte oficial da empresa. Ao início da manhã de hoje havia cerca de 20 mil clientes sem abastecimento de energia elétrica nos distritos de Lisboa, Santarém e Setúbal, de acordo com a E-REDES. A depressão Cláudia afeta desde quarta-feira Portugal continental e o arquipélago da Madeira com chuva, vento e agitação marítima fortes, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). Nos distritos de Santarém e Setúbal, o IPMA emitiu um aviso vermelho, o mais grave, de chuva por vezes forte e persistente até às 10h00 de hoje. Nos distritos de Portalegre, Évora e Beja, o aviso laranja vai estar em vigor até às 12:00, devido à “precipitação, por vezes forte e persistente”. Em Faro o aviso laranja estende-se até às 15h00 de hoje. O resto do continente e o arquipélago da Madeira estão hoje sob aviso Amarelo. O aviso vermelho é o mais grave e é emitido sempre que existem situações extremas, já o laranja é emitido pelo IPMA sempre que existe “situação meteorológica de risco moderado a elevado, e o amarelo, quando há uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica. O aviso laranja é emitido pelo IPMA sempre que existe “situação meteorológica de risco moderado a elevado, e o amarelo, quando há uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica. Leia Também: Tempestades? Especialista defende maior “literacia de risco no cidadão”

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