“Falta de Financiamento Sustentável Agrava Desafios da
advertisemen tO Governo alertou nesta segunda-feira, 11 de maio, que a insuficiência de financiamento previsível e sustentável continua a comprometer a capacidade de resposta do setor de educação em Moçambique, especialmente diante dos desafios relacionados à qualidade do ensino, expansão da infraestrutura e impacto crescente das calamidades naturais. Falando durante a abertura da “Semana de Ação Global pela Educação para Todos (SAGEPT)”, o inspetor-geral da Educação, Gonçalves Guambe, afirmou que o ano atual foi particularmente difícil para o setor devido aos efeitos dos ciclones, enchentes e secas que destruíram escolas, interromperam o calendário letivo e afetaram milhares de alunos em várias províncias do País. “As mudanças climáticas deixaram comunidades isoladas, interromperam calendários escolares em algumas províncias do País e comprometeram o direito à aprendizagem de milhares de crianças e jovens, naquele que é o maior dos desafios: a resiliência do nosso setor”, avançou. O oficial ressaltou que a educação em situações de emergência deve ser vista como uma necessidade vital e não como um luxo, acrescentando que, apesar dos avanços registrados nas últimas duas décadas, persistem desafios estruturais que afetam a qualidade da aprendizagem e a equidade do sistema educacional. Dados apresentados no encontro indicam que, entre 2014 e 2024, o Ministério da Educação e Cultura recebeu, em média, 17,8% do Orçamento da União, sendo grande parte canalizada para despesas correntes, principalmente salários. “A situação reduz os recursos disponíveis para investimentos em infraestrutura, tecnologias educacionais e formação continuada de professores”, ressaltou. No ano passado, o porta-voz do Ministério da Educação e Cultura, Silvestre Dava, havia afirmado que a instituição esperava contar com um orçamento “robusto” para 2026, capaz de “mitigar” atrasos no pagamento de horas extras aos professores, provocando, na época, greves e paralisações em diversas províncias do País. “Era desejável que nosso orçamento fosse robusto para 2026 no sentido de que pudéssemos mitigar o problema das horas extras”, declarou na época.advertisement



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