Getty Images deve vender Shutterstock para ter luz verde do

Segundo o relatório intercalar da Competition & Markets Authority (CMA), ao qual a Lusa teve acesso, a solução preferencial do regulador passa por um amplo desinvestimento, envolvendo a venda das marcas Shutterstock Editorial, Backgrid e Splash. A Getty Images acordou a compra da Shutterstock segundo um contrato de compra de ações firmado em 06 de janeiro de 2025 (fusão), por um valor aproximado de 245 milhões de libras (cerca de 282 milhões de euros) em dinheiro e 319,4 milhões de ações da Getty Images, criando uma entidade combinada com um valor empresarial superior a 3 mil milhões de libras (cerca de 3,4 mil milhões de euros), ou seja, um gigante na área de banco de imagens. “Concluímos provisoriamente que o amplo desinvestimento do negócio editorial da Shutterstock representaria um remédio eficaz, pois resultaria na alienação de quase toda a oferta editorial da Shutterstock nas áreas de notícias, esportes e entretenimento para um comprador aprovado pela CMA”, diz a decisão provisória. Uma vez implementado, “ajudaria a restabelecer a estrutura de mercado relevante esperada na ausência da fusão”, acrescenta a CMA. “Consideramos, portanto, se é necessário que o amplo desinvestimento do negócio editorial da Shutterstock seja vendido a um único comprador, observando que esse pacote de desinvestimento consiste em dois negócios de alienação”, prossegue. Primeiro, “o negócio Shutterstock Editorial” e, segundo, “um negócio de desinvestimento combinado composto por Splash e Backgrid”. Consistente “com o que as partes nos transmitiram, as evidências até agora indicam que as sinergias operacionais e as interdependências entre essas duas partes do negócio editorial da Shutterstock são relativamente limitadas. Nossa visão provisória é, portanto, que não é necessário que a Backgrid e a Splash sejam vendidas junto com a Shutterstock Editorial para o mesmo comprador”, considera o regulador. A CMA também concluiu provisoriamente que o remédio de proibição “representaria uma solução eficaz, uma vez que manteria a estrutura de mercado que prevaleceria na ausência da fusão e evitaria a ocorrência da SLC (‘Substantial Lessening of Competition’ – Diminuição Substancial da Concorrência) provisória e, consequentemente, impediria quaisquer efeitos adversos resultantes”. Portanto, provisoriamente “concluímos que a fusão pode prosseguir sujeita à implementação do amplo desinvestimento do negócio editorial da Shutterstock” e “convidamos quaisquer partes interessadas a nos apresentar observações sobre essas conclusões provisórias o mais tardar até as 17h de quinta-feira, 23 de abril”. De acordo com o Financial Times (FT), a decisão provisória da Autoridade de Concorrência e Mercados britânica representa um golpe na tentativa da Getty de comprar sua rival menor, que já havia sido aprovada pelos reguladores dos EUA. Getty Images e Shutterstock e fornecem conteúdo digital, incluindo fotos, ilustrações, vídeos e músicas. As duas empresas operam plataformas que licenciam conteúdo para clientes, o conteúdo dessas empresas pode ser segmentado de forma geral em conteúdo editorial e conteúdo de arquivo (ou criativo). Leia Também: Concorrência notificada da compra da Logifruit pela Mercadona



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