Glovo defende legalidade de pagamentos após acusação de

Glovo defende legalidade de pagamentos após acusação de

Um porta-voz da Glovo explicou à agência de notícias EFE que a plataforma está disposta a “cooperar construtivamente” com a justiça italiana e esclareceu que nem o tribunal, nem o Ministério Público ordenaram a contratação direta dos 40 mil entregadores que operam no país. Nesse sentido, a Glovo apresentará dados e fatos “relevantes para a investigação em andamento” a fim de provar que atende a “todos os requisitos legais” e que o sistema de remuneração é adequado. A reação da empresa ocorre após o Tribunal de Milão validar na quinta-feira a medida de revisão judicial solicitada pelo promotor contra a Foodinho e contra seu administrador único. As autoridades italianas nomearam um administrador judicial que deve acompanhar a gestão da empresa investigada e informar o juiz sobre sua situação. A denúncia sustenta que a empresa operava sob sistema de contratação “em condições de exploração”, aproveitando-se da situação de necessidade dos funcionários, em sua maioria estrangeiros. Segundo o procurador, a empresa pagava remunerações que, em certos casos, eram 81,62% menores do que as estabelecidas pelo acordo italiano. A investigação, com mais de 50 páginas, colhe declarações de alguns trabalhadores que trabalham para a Foodinho, todos estrangeiros, que relatam trabalhar até 12 horas por dia, recebendo R$ 2,50 por cada entrega em domicílio. Em agosto do ano passado, uma corte trabalhista de Milão já havia obrigado a empresa Glovo a pagar mais caro a seus funcionários na Itália devido ao calor extremo, além de fornecer a eles equipamentos de proteção, considerando inadequadas as medidas adotadas pela empresa. Leia também: Justiça italiana investiga subsidiária da Glovo por explorar entregadores

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