Governo Quer Mais Médicos Especialistas Para Melhorar

Governo Quer Mais Médicos Especialistas Para Melhorar

O Ministério da Saúde avançou que pretende investir na formação acelerada e abrangente de médicos especialistas para melhorar o acesso aos cuidados cirúrgicos e reduzir a falta de profissionais. Citado pela Lusa, o chefe do Programa Nacional de Cirurgia, Matchecane Cossa, afirmou que o rácio ideal é de 20 cirurgiões por cada 100 mil habitantes, e que, actualmente, as províncias de Cabo Delgado, Niassa, Inhambane, Gaza e Manica têm o menor número de cirurgiões nacionais, com uma média de um a dois profissionais. “Uma operação normal envolve o médico e o anestesista, mas, actualmente, deparamo-nos com casos de existir um anestesista para dez cirurgiões. Sabemos que ainda contamos com o apoio de muitos profissionais estrangeiros, que nos ajudam a prestar serviços cirúrgicos, mas queremos começar a investir em cirurgiões para responder à procura interna”, descreveu. Intervindo nesta terça-feira, 4 de Novembro, à margem de uma reunião do Grupo Técnico de Desenvolvimento do Plano Nacional de Cirurgia, Obstetrícia e Anestesia, o responsável avançou que está agora a desenhar-se um plano com metas claras, que envolve todos os intervenientes da área cirúrgica em Moçambique, para organizar o desenvolvimento destas operações. “Temos transferido pacientes, muitas vezes, para outros países, como Índia e África do Sul, para poderem ter cirurgias. Este cenário faz com que o País gaste muito dinheiro. Queremos que a formação dos médicos especialistas acelere. Maputo é a província que mais especialistas forma. Sofala, Nampula e Zambézia já contam com alguma capacidade, mas queremos abranger Cabo Delgado e Niassa”, concluiu. O Sistema Nacional de Saúde tem enfrentado, nos últimos anos, diversos momentos de pressão provocados por greves de funcionários, convocadas, primeiro, pela Associação Médica de Moçambique (AMM) e, depois, pela APSUSM, que abrange cerca de 65 mil profissionais de saúde de diferentes departamentos e que exigem, sobretudo, melhorias das condições de trabalho. O País tem um total de 1778 unidades de saúde, 107 das quais são postos de saúde, três são hospitais especializados, quatro hospitais centrais, sete são gerais, sete provinciais, 22 rurais e 47 distritais, segundo os dados mais recentes do Ministério da Saúde.advertisement

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