Governo reafetou 900 milhões do PRR para a inovação e

“O governo fez da inovação uma prioridade estratégica porque é ela que gera escala, produtividade e competitividade”, disse Manuel Castro Almeida, durante a sessão de encerramento do Covilhã Innov Summit que aconteceu na cidade serrana durante três dias. O oficial explicou que o PRR tinha um conjunto de medidas e investimentos “que se mostraram impossíveis”, especialmente em termos de sistemas de transporte. “Estava prevista a construção de um conjunto de redes e de equipamentos que não estão prontos e, em alguns casos, nem começados porque não havia condições nenhumas de executar dentro dos prazos do PRR alguns investimentos que estavam previstos”, disse. Segundo Castro Almeida, a opção do governo foi que os mais de R$ 900 milhões foram colocados em um instrumento financeiro para inovação e competitividade. “Foi justamente na inovação que pusemos este dinheiro. E uma das áreas principais da inovação tem a ver com a inteligência artificial (IA). Abrimos há pouco tempo, um concurso para as empresas para as ajudar a investir em IA e posso-vos dizer que as candidaturas, os investimentos a que se candidataram apresentadas foram superiores a mil milhões de euros”, vincou. O ministro também ressaltou que vão organizar outras formas de incentivar as empresas no processo de apropriação nessa dinâmica que a IA está fazendo. “Há um ponto que estamos todos de acordo. Todas as empresas no futuro vão trabalhar com IA. Não sabemos é quando. Nós estamos criando estímulos e incentivos para que as empresas comecem mais cedo do que tarde”, disse. Por fim, o governante disse que as ‘startups’ portuguesas representam atualmente cerca de 1% do tecido empresarial, do emprego e do PIB (Produto Interno Bruto) e 1,5% das exportações. “Portugal conta com mais de cinco mil ‘startups’ que tem um volume de negócios de quase três mil milhões de euros, empregam 28 mil trabalhadores e garantem mais de 1.500 milhões de euros de exportações”, sintetizou o ministro da Economia. Leia Também: Desafio da economia portuguesa “é crescer com resiliência”



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