Governo Recuperou 13 M€ do Crédito Malparado do Extinto

Governo Recuperou 13 M€ do Crédito Malparado do Extinto

advertisemen tO Governo moçambicano conseguiu recuperar 13 milhões de euros do crédito malparado do extinto e polémico Banco Austral (BAU) ao longo de mais de duas décadas, segundo um relatório do Ministério das Finanças que faz um balanço do processo de recuperação da carteira de crédito da antiga instituição financeira. Segundo o documento, durante os exercícios de 2024 e 2025, “não houve registro de cobrança” em relação à carteira de crédito provisionada nesse período. Ainda assim, o Estado conseguiu recuperar um total bruto de 13,1 milhões de euros desde 2002, no âmbito das ações de cobrança em curso. O relatório esclarece que, no processo de privatização do Banco Austral ao grupo sul-africano Absa, o Estado decidiu “provisionar” a carteira de crédito da instituição. Essa decisão foi tomada em 31 de dezembro de 2001, fixando o valor inicial da carteira em 18,7 milhões de euros. Após auditoria para elaboração do balanço de encerramento do banco na mesma data, foram deduzidos R$ 1,6 milhão do valor inicial. Com esse ajuste, a provisão da carteira de crédito assumida pelo Estado foi reduzida para R$ 17,1 milhões, segundo relatório do Ministério da Fazenda. Inicialmente, a cobrança da carteira de crédito ficou sob responsabilidade do próprio Banco Austral. No entanto, em 16 de julho de 2002, o Estado e o banco celebraram um contrato de cessão de crédito que alterou o modelo de recuperação, transferindo parte da carteira para gestão direta das autoridades estaduais. No âmbito desse acordo, foram repassados ​​70 processos no valor de R$ 4,7 milhões, que passaram a ser geridos e cobrados diretamente pelo Estado. Essa medida teve como objetivo acelerar a recuperação dos créditos e melhorar a eficiência do processo de cobrança. O Banco Austral esteve envolto em forte polêmica há mais de 25 anos, principalmente após o assassinato do então presidente da instituição, Antônio Siba-Siba Macuácua. O gerente morreu em agosto de 2001, após ser lançado do 14º andar do prédio do banco. Na época, Antônio Siba-Siba Macuácua conduzia investigações internas sobre supostos casos de improbidade administrativa na instituição. Segundo o Centro para Democracia e Desenvolvimento, o gestor se preparava para divulgar uma lista com os maiores devedores do banco, incluindo figuras ligadas ao poder político e econômico que teriam obtido créditos sem as garantias necessárias. Fonte: Lusaa dvertisement

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