Governo Reforça Que “Proteção Social é Investimento e Não
advertisemen tO governo defendeu que os programas de proteção social devem ser vistos como um investimento nas pessoas e não apenas como um custo. A afirmação foi feita nesta segunda-feira (16) pela ministra do Trabalho, Gênero e Ação Social, Ivete Alane, na abertura do primeiro Simpósio Nacional sobre Inclusão Econômica, que acontece em Maputo, segundo a Lusa. “Queremos afirmar que a proteção social não deve ser vista apenas como custo, mas como investimento nas pessoas, nas comunidades e no futuro econômico de Moçambique”, disse a ministra, ressaltando a importância de programas que capacitem, integrem e transformem a sociedade. Como exemplo, Ivete Alane destacou o Programa Ação Social Produtiva (PASP), que em 2025 alcançou quase 130 mil pessoas vulneráveis com capacidade laborativa. “O PASP demonstra que a proteção social pode ir além do alívio imediato da pobreza, constituindo-se em uma verdadeira plataforma de inclusão econômica. Ao combinar trabalhos públicos, apoio a iniciativas de geração de renda e transferências monetárias, o programa contribui para aumentar a renda das famílias, fortalecer a segurança alimentar e promover a participação econômica de mulheres e jovens”, explicou. Em 2025, o PASP registrou 129.555 inscritos, dos quais 65.551 receberam apoio monetário, revelando a amplitude do programa e a necessidade de ampliar a cobertura e melhorar a regularidade dos pagamentos. Entre as ações realizadas destacam-se a abertura e melhoria de vias de acesso, saneamento, plantio de árvores frutíferas e de sombra e reflorestamento de manguezais. A ministra também mencionou outros programas de proteção social, como o Subsídio Social Básico e o Apoio Social Direto, projetados para proteção imediata, mas com potencial de gerar impactos positivos na economia local. “O apoio monetário regular permite que as famílias adquiram alimentos, medicamentos e bens essenciais, estimulando o pequeno comércio e dinamizando circuitos econômicos de proximidade”, disse. Ivete Alane também destacou a inclusão digital como fator transformador. Até agora, 372.478 contas eletrônicas foram abertas para beneficiários selecionados, tornando os sistemas de pagamento mais seguros, transparentes e eficientes, e permitindo a integração de milhares de cidadãos em mecanismos formais de transação financeira. “Hoje, falar de proteção social moderna é também falar de acesso a pagamentos digitais e oportunidades econômicas. Esses programas estão abrindo portas para uma nova forma de participação econômica e social em Moçambique”, concluiu a ministra.



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