Governo Sugere Criação de Fundo Africano Para Financiar
a d v e r t i s e m e n tO Governo sugeriu nesta terça-feira, 12 de Maio, uma maior cooperação entre os países africanos para travar a pirataria e a pesca ilegal, defendendo a criação de um fundo africano para financiar a economia azul.
“Nós defendemos uma maior cooperação entre os países africanos e também regionais, primeiro para a criação de mecanismos para defendermos os nossos mares contra a pirataria, a pesca não reportada e ilegal. Neste sentido, Moçambique vai inaugurar muito em breve um centro do comando conjunto da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral”, declarou o ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas (MAAP), Roberto Mito Albino.
Intervindo à margem da Cimeira África-França que decorreu em Nairóbi, no Quénia, o governante pediu mais esforços colectivos no continente para proteger os mares. “Discutimos a necessidade de financiamento para a economia azul e defendemos que deve haver mais visibilidade nas instituições financeiras internacionais”.
“Sugerimos até a criação de um fundo africano para o financiamento da economia azul, de maneira que os países menos desenvolvidos possam ter recursos para poder implementar os seus planos estratégicos”, acrescentou.
De acordo com o ministro, o evento constituiu uma oportunidade significativa para a mudança de paradigma rumo a uma parceria mais equilibrada, equitativa e mutuamente respeitosa, ancorada em aspirações partilhadas de multilateralismo eficaz, parceria transformadora, desenvolvimento sustentável e protagonismo de África no confronto com os desafios regionais e globais emergentes e urgentes.
No ano passado, o Governo lançou uma conta satélite nacional da economia azul para medir o contributo do sector no Produto Interno Bruto (PIB). Trata-se de uma ferramenta estatística que permite a colecta de dados económicos específicos relativos às actividades ligadas ao mar e às águas interiores.
“A conta satélite marca uma etapa importante na divulgação acessível e transparente de informação fiável relativa à economia azul do País, para além de permitir o reforço da capacidade de formulação de políticas para implementação de acções eficazes no desenvolvimento, equidade social e preservação ambiental”, avançou a primeira-ministra, Benvinda Levi.
Em 2019, o Executivo criou o Fundo de Desenvolvimento da Economia Azul (ProAzul), que, desde a sua criação, já financiou 20 empresas, no valor de 510 milhões de meticais, beneficiou em regime de comparticipação 4624 operadores da cadeia de valor da pequena produção pesqueira e gerou 6163 empregos directos e 9105 empregos indirectos, na cadeia de valor da pesca e aquacultura, entre outros.a d v e r t i s e m e n t



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