Greve? “Direitos de uns não podem obstaculizar os direitos

O primeiro-ministro Luís Montenegro afirmou esta manhã, em Baião, que espera que esta quinta-feira o “país funcione com a normalidade possível dentro de uma greve geral”. “Espero que todos aqueles que queiram, possam ir trabalhar, os que tenham outras atividades que as possam também realizar”, disse, referindo-se aos alunos que querem ir estudar, aos doentes que têm tratamentos agendados e aos que precisam dos serviços de administração pública. “Porque os direitos de uns não podem obstar ou obstaculizar os direitos dos outros”, acrescentou. Questionado sobre os motivos da greve, o primeiro-ministro preferiu focar-se no facto de sermos “um país onde há estabilidade política, económica e financeira que não é só sentida no dia a dia das famílias e portugueses como é reconhecida a nível internacional”. “Portugal é um país onde os rendimentos estão a crescer, onde os jovens têm mais oportunidades hoje do que tinham, onde as perspetivas de investimento são elevadas, a reputação é elevada. Estamos no topo da Europa e do mundo, com tranquilidade sem euforia”, afirmou, para depois garantir que não vai mudar a sua posição em relação à greve geral. “O governo tem sido e é um governo de diálogo, de concertação, mas é um governo que tem espírito reformista e transformador”, defendeu, para logo em seguida garantir: “Não vou ser primeiro-ministro para deixar as coisas como encontrei”. “Sou primeiro-ministro com um objetivo e uma vontade inquebrantável de deixar o país melhor do que encontrei e não vou desistir disso. Não vou desistir de ter um país com a ambição de estar na frente, na vanguarda”, sublinhou. Esta quinta-feira, dia 11 de dezembro, há greve geral em Portugal. A CGTP e a UGT decidiram convocar a paralisação em resposta ao anteprojeto de lei da reforma da legislação laboral, apresentado pelo Governo. A greve é geral, como o próprio nome indica, e, por isso, vários serão os setores afetados, que vão desde os transportes até à saúde, passando pela educação e pelos serviços públicos. (Notícia atualizada às 11h48) Leia Também: Vai aderir? Dia é pago? Tem de avisar patrão? Oito questões sobre a greve



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