“Greve geral nunca poderia ser depois de nos terem assaltado

“Apelamos a todos aqueles que no processo de combate durante estes 9 meses ao pacote laboral construíram connosco este percurso, (que se juntem a) esta luta em convergência para derrotar o pacote laboral”, afirmou o secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, momentos antes de entregar o pré-aviso de greve geral, no Ministério do Trabalho, em Lisboa, quando questionado sobre se o facto de a UGT não aderir à paralisação poderá deixar a central sindical mais frágil. Tiago Oliveira reiterou o apelo à participação “de todos os trabalhadores” na greve geral convocada pela central sindical para 3 de junho, defendendo que “é de interesse de todos os trabalhadores” a rejeição da proposta. Confrontado com as declarações do secretário-geral da UGT, que, em entrevista ao Público, considerou que a greve geral é “extemporânea”, o secretário-geral da CGTP afirmou que o intuito “é antecipar” a tomada de posição do Governo, que já sinalizou que vai submeter uma proposta de lei no parlamento. “A greve geral jamais poderia ser feita depois que roubaram nossa casa. Não é depois de roubar a casa que vamos colocar os cadeados”, frisou, ressaltando que o objetivo da central sindical é dar desde já “o verdadeiro combate” e insistir para que a proposta seja retirada. Questionado se se sentia um sindicalista com arrojo, na sequência das declarações do primeiro-ministro que defendeu que o país precisa de “sindicalistas com arrojo”, o líder da CGTP garantiu que se sente “um sindicalista que responde perante os trabalhadores” e pediu “coragem” ao Governo para avançar com políticas que invertam as perspetivas de baixos salários, precariedade e de “insegurança relativamente ao futuro”, dado que considera que há uma distribuição de riqueza “completamente injusta”. “Se é preciso coragem, se é preciso arrojo, que (o primeiro-ministro) demonstre quem tem a obrigação de gerir o país e de ter políticas que vão ao encontro dos interesses dos trabalhadores, sublinhou. Já relativamente à ministra do Trabalho, Tiago Oliveira considerou que “tem demonstrado um completo alheamento da realidade dos locais de trabalho”. O secretário-geral da CGTP voltou a criticar a postura negocial do Governo, defendendo que “não houve nenhum recuo relativamente à proposta inicial” nas matérias “centrais”, dando como exemplo as medidas relativas ao ‘terceirização’ (contratação de trabalho externo), banco de horas individual ou à greve. “As linhas mestras sempre estiveram lá”, disse Tiago Oliveira, ressaltando que continua acreditando na luta dos trabalhadores “para rejeitar o pacote laboral”. O secretário-geral da CGTP lembrou ainda a greve geral de 11 de dezembro, realizada em convergência com a UGT, salientando que “permitiu expor aquilo que era o conteúdo do pacote laboral e trazer os trabalhadores para a rua”. isso”, finalizou. (Notícia atualizada às 14h54) Leia Também: Eclipse do Sol só será visto por completo aqui e já esgotou alojamentos



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