Há greve de revisores da CP esta semana: Veja os serviços

O Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI) enviou um pré-aviso de greve parcial nos comboios de longo curso da CP, entre 3 e 13 de novembro, denunciando incumprimento de acordo laboral e falta de condições de segurança. Em comunicado enviado na semana passada, o SFRCI lembrou o acordo celebrado em 25 de julho de 2023 com a CP – Comboios de Portugal, que previa, entre outras matérias, a humanização das escalas de serviço dos revisores e que, segundo o sindicato, continua por cumprir na totalidade. Adicionalmente, o sindicato denunciou “questões graves de segurança” para as quais tem alertado a empresa, “sem qualquer resposta”, como casos em que a dimensão dos comboios excede a das plataforma de embarque e desembarque nas estações e a sobrelotação de comboios, situações que “colocam em risco a segurança dos utentes e dos trabalhadores”. “Passados dois anos e três meses (27 meses), o Conselho de Administração da CP continua a não cumprir integralmente o que foi acordado, mantendo em algumas escalas de serviço práticas que contrariam o compromisso assumido”, apontou o sindicato. Em causa está um pré-aviso de greve parcial nos comboios de longo curso da CP, entre 3 e 13 de novembro. Sindicato denuncia o incumprimento de acordo laboral e falta de condições de segurança. Lusa | 12:05 – 30/10/2025 A direção do SFRCI disse ter feito “tudo”, durante aquele período de tempo, para que o acordo fosse integralmente cumprido, mas “o Conselho de Administração da CP tem reiteradamente recusado concluir o processo, em desrespeito pelos trabalhadores e pelos compromissos firmados”. Quanto às questões de segurança, o sindicato refere denúncias dos trabalhadores operacionais sobre “diversos problemas nas carruagens utilizadas nos comboios Intercidades, resultantes de um acompanhamento oficinal deficiente e do uso excessivo do material circulante”. “A situação é agravada pela utilização de carruagens Arco, que não são compatíveis com as carruagens Corail e EMEF, habitualmente empregues neste tipo de serviço”, detalhou. Ministro diz que CP é “casa de gente séria” e rejeita “promiscuidade” O ministro das Infraestruturas defendeu, na sexta-feira, a CP – Comboios de Portugal como uma “casa de gente séria” e rejeitou as acusações do Chega de “promiscuidade” e “falta de transparência” na transportadora ferroviária. “CP minada? CP com indícios claros de compadrio, de benefício de privados? Convido o senhor deputado, apresente uma queixa ao Ministério Público, faça-o já em relação à CP, porque se eu tivesse esses indícios, eu fazia já”, respondeu Miguel Pinto Luz, em resposta ao deputado Francisco Gomes, do Chega, vincando que a CP “é uma casa que trabalha” e “de gente séria”. O governante estava a ser ouvido no Parlamento, no âmbito da apreciação na especialidade da proposta de Orçamento do Estado para 2026 e tinha sido questionado pelo deputado Francisco Gomes sobre alegada “promiscuidade” e “falta de transparência” na CP. “Não é só daqui propalar que há corrupção, faça (queixa ao Ministério Público), diga da CP que indícios são esses, que eu não os tenho”, desafiou Pinto Luz. Já em resposta ao PSD, o ministro admitiu que há um problema na manutenção da CP, que “necessariamente tem de ser reforçada” e adiantou que, segundo análise da transportadora, além dos cerca de 200 comboios que vão chegar nos próximos anos, “faltarão outros tantos, possivelmente”. Leia Também: TAP, aeroporto, habitação e CP: As explicações de Pinto Luz no Parlamento



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